Diante do nível mostrado pelo Manchester City nas últimas semanas, o mínimo que o United deveria fazer para se manter na briga pelo título é pontuar o máximo possível contra equipes da parte de baixo da tabela. Em vez disso, os Red Devils, que faziam grande temporada até algumas semanas atrás, seguem decepcionando contra oponentes mais frágeis. O carrasco da vez foi o West Bromwich, que segurou o time de Ole Gunnar Solskjaer em um empate em 1 a 1.

Ao fim da rodada 19, o Manchester United liderava a Premier League com dois pontos a mais que o City, ainda que com um jogo a mais que o rival. Agora, cinco jogos mais tarde, segue com uma partida a mais, mas aparece sete pontos atrás do Manchester City e empatado em pontos com o terceiro colocado, Leicester.

Nesta sequência de cinco jogos, perdeu em casa para o lanterna Sheffield United, empatou sem gols com o Arsenal, jogou fora uma vitória sobre o Everton ao sofrer um gol no último lance do jogo e só venceu uma partida, o marcante 9 a 0 sobre o Southampton, construído a partir de uma expulsão no time adversário no início do duelo.

A decepção da vez era previsível, os desafios conhecidos, mas Solskjaer e seus comandados não conseguiram achar soluções para os problemas que enfrentariam. O West Bromwich de Sam Allardyce, que luta contra o rebaixamento, tem uma estratégia clara de jogo de se fechar o máximo possível e buscar contra-ataques ocasionais para machucar o adversário. Neste domingo (14), teve sua missão facilitada por um gol achado logo cedo contra o United.

Para seu estilo de jogo, a equipe da casa teve o início perfeito de partida. Logo aos dois minutos, após cruzamento de Conor Gallagher, ganhou de Lindelöf na disputa pelo alto e cabeceou para fazer 1 a 0.

Naturalmente, os anfitriões recuaram, fecharam a casinha e passaram a tentar defender a vantagem contra um Manchester United que costuma ter dificuldades contra defesas fechadas – e o primeiro tempo se desenrolou todo assim.

Até os 44 minutos, apesar de ter mais de 70% da posse de , o United havia conseguido apenas uma finalização. No entanto, em um lance de brilho de Bruno Fernandes, a equipe chegou ao empate. Luke Shaw cruzou com precisão da esquerda, e o português acertou um bonito sem-pulo de canhota para fazer 1 a 1 e dar mais tranquilidade aos Red Devils no intervalo.

O segundo tempo do United seguiu pouco inspirado, e as chances de gol foram escassas. A missão poderia ter sido facilitada quando aos 18 minutos o árbitro Craig Pawson marcou pênalti em Maguire por um puxão. No entanto, Pawson revisou o lance na tela do VAR à beira do campo e voltou atrás na decisão.

Titular mais uma vez, apesar da terrível temporada que vive, Martial, que atuou na ponta esquerda enquanto Cavani ocupava o posto central, teve mais uma partida apagada e foi substituído por Greenwood aos 20 do segundo tempo. O garoto entrou na ponta direita, deslocando Rashford para sua posição mais natural pela esquerda, e ofereceu mais aos Red Devils em 30 minutos do que o francês havia feito nos 60 minutos anteriores.

Aos 25 minutos da etapa final, o Manchester United teve uma boa chance dupla após cobrança de escanteio. Greenwood pegou a sobra e bateu forte, rasteiro, para bela defesa com o pé de Johnstone. Na sequência, McTominay pegou o rebote, chutou também forte e rasteiro, mas desta vez foi parado por Furlong, posicionado acima da linha de gol.

O também teve suas grandes oportunidades de sair com a vitória na reta final da partida. Aos 33, Diagne ganhou na força de Maguire, ficou cara a cara com De Gea, mas parou em grande defesa do espanhol, que se apressou para afastar também o perigo do rebote. Mais tarde, aos 43, Furlong encontrou o centroavante com um belo cruzamento, mas o senegalês, em boa posição para marcar, mandou por cima do gol.

A última e melhor chance do segundo tempo veio já no minuto final de jogo. Shaw cruzou na cabeça de Maguire, que a essa altura já era um centroavante, e o zagueiro cabeceou com força e precisão, mas Johnstone foi buscar, fazendo uma defesaça e contando ainda com a trave para evitar o que seria uma dura e injusta derrota ao West Brom.

O futebol pobre do Manchester United neste domingo afastou a equipe de Solskjaer ainda mais de uma briga pelo título em que esteve envolvido por algumas poucas rodadas. O City fará seu jogo atrasado no meio da semana, contra o Everton, e em caso de vitória poderá abrir já dez pontos de vantagem para os Red Devils e o Leicester.

A diferença significativa no topo da tabela poderia ser o argumento mais forte para se defender o grande favoritismo do time de Pep Guardiola na busca pela taça da Premier League, mas mais forte ainda argumento é o nível de atuação que tem apresentado e o contraste com o restante do campeonato. Com o 3 a 0 fácil conquistado contra o Tottenham no sábado, o City chegou a onze vitórias seguidas na liga inglesa, com 32 gols marcados e apenas dois sofridos no período.

A atual temporada da Premier League tem tido muitas reviravoltas, então nenhuma projeção pode ser completamente segura. Ainda assim, está difícil contestar que a briga do United a partir de agora deverá ser, no máximo, pelo G4.

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