Premier League

City encara o United para mostrar que passado passou e Manchester tem um novo dono

No duelo entre os times da cidade de Manchester, City vem mudando uma história que parecia estática anos atrás e quer se tornar o grande bicho papão local

Nas últimas dez vezes que Manchester City e Manchester United se enfrentaram, o lado azul de Manchester venceu nada menos do que sete vezes, número que reflete totalmente a disparidade entre as duas equipes em campo nos últimos anos. Enquanto os Citizens caminham para tentarem um inédito tetracampeonato inglês, feito nunca alcançado por nenhum time, os Red Devils tentam sair do buraco em que se meteram recentemente e que os colocou na posição antes totalmente impensável de coadjuvantes do futebol da Inglaterra.

Classificado na Copa da Inglaterra com uma atuação histórica de Erling Haaland, autor de cinco dos seis gols do Manchester City na vitória por 6 a 2 contra o Luton Town, os Citizens chegam com moral lá no alto para enfrentarem seus maiores rivais. E, neste caso, é bom mesmo: apenas um ponto atrás do Liverpool, o time comandado por Pep Guardiola não pode dar nenhuma brecha se quiser chegar ao tetracampeonato consecutivo da Premier League e, por isso, passa a necessidade de vencer o United de qualquer maneira.

Também classificado à próxima fase da Copa da Inglaterra, mas com uma vitória magra obtida no apagar das luzes contra o Nottingham Forest, o Manchester United vivia um 2024 invicto até a última rodada da Premier League, quando acabou sendo derrotado contra o Fulham — e jogando em casa. Para se recuperar, não podia haver adversário pior, já que após décadas de quase não manter rivalidade com o City, hoje o United é um freguês e tanto do lado azul de Manchester.

Como o Manchester City chega para o jogo contra o Manchester United

A última derrota do Manchester City em qualquer competição está prestes a completar três meses — isso ocorrerá caso o time passe invicto pelo clássico deste domingo. Foi em um já distante 6 de dezembro, 1 a 0 fora de casa diante do Aston Villa, antes mesmo dos Citizens disputarem o Mundial de Clubes, vencido com tranquilidade na final contra o Fluminense. Desde então, nenhum revés sequer e o que para muita gente era um princípio de crise, foi chutado e acabou se tornando uma disputa ferrenha pela primeira colocação da Premier League.

E em todo esse período invicto, o Manchester City ainda teve de lidar com uma ausência gigantesca de Erling Haaland, que voltou a ‘pegar no tranco' nos últimos jogos e mostrou como seu instinto goleador completamente acima da média faz falta até para um clube tão forte quando o City é. Mesmo tendo ficado dois meses afastado dos gramados entre dezembro e janeiro, Haaland ainda é, com sobras, o artilheiro dos Citizens na Premier League: tem 17 gols na competição em 21 partidas disputadas. Além disso, são seis gols em seis jogos na Champions League e cinco pela Copa da Inglaterra, totalizando 28 redes balançadas em 28 duelos disputados.

Além de Haaland, outro retorno que tem um impacto extremamente positivo no Manchester City é o do meio campista belga Kevin de Bruyne. Contra o Luton Town, pela Copa da Inglaterra, ele teve uma atuação absurda que acabou ficando escondida pelos cinco gols do norueguês. Mas foram nada menos do que quatro assistências distribuídas, mostrando que o motor do City de Guardiola está totalmente de volta. Ambos serão as principais armas dos Citizens para seguirem afirmando que o passado passou e Manchester tem um novo dono — e ele é azul.

Como o Manchester United chega para o jogo contra o Manchester City

Se do lado azul de Manchester as coisas vão muito bem há anos, do lado vermelho podemos ver a situação exatamente oposta. O Manchester United ainda é o time que mais venceu a Premier League, mas seus desempenhos recentes o vem tornando cada vez mais irrelevante na competição. Neste ano, figura em uma sexta colocação, fruto de um início de Campeonato Inglês péssimo e que, agora, faz com que qualquer derrota tenha um peso muito mais sentido.

Caso do (péssimo, é verdade) tropeço para o Fulham. Perder em casa para um time da parte de baixo da tabela já seria horrível de qualquer jeito, mas o tropeço acabou sendo muito mais e custou basicamente o poder de sonhar com uma vaga na Champions League que o United vinha cultivando em sua fase boa, que dura ao longo deste 2024. Agora, são oito pontos de desvantagem para o Aston Villa, primeiro time dentro do G4, e dois a menos do que Tottenham, atual classificado à Liga Europa por estar na quinta colocação, mas que tem um jogo a menos a ser feito com o Chelsea.

Além dos costumeiros problemas em enfrentar seu maior rival e em fase muito inferior, o Manchester United terá de lidar com problemas internos, com nada menos do que sete jogadores fora por conta de lesões, sendo o principal deles o atacante dinamarquês Rasmus Højlund. Era ele o principal nome da série invicta do United e, não à toa, foi em seu primeiro jogo que a primeira derrota do ano veio. No meio de semana, contra o Forest, os Red Devils mostraram uma falta de habilidade na finalização de jogadas que mostrou claramente a falta que o jovem faz. Contra o poderoso City, fará falta demais.

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