Premier League

Manchester City desfila diante de fragilidade do United e goleia no clássico

Kevin de Bruyne marcou dois gols e deu uma assistência na goleada do City por 4 a 1 no Etihad Stadium

O Manchester United teve uma atuação muito pobre no clássico da cidade neste domingo e não soube o que fazer para evitar que o Manchester City desfilasse toda a sua qualidade, com uma vitória terrivelmente confortável por 4 a 1, em grande atuação de Kevin de Bruyne, que marcou duas vezes e deu uma assistência. Com o resultado, o atual campeão volta a abrir seis pontos na liderança do Campeonato Inglês, tendo disputado um jogo a mais que o Liverpool.

O resultado foi muito importante para o City porque era a maior chance de tropeço antes de receber os Reds no Etihad Stadium em 10 de abril. Terá apenas mais dois jogos pela Premier League antes desse compromisso, ambos fora de casa, contra Crystal Palace e Burnley. O Liverpool enfrentará Brighton e Arsenal como visitante e recebe o Watford na tentativa de manter o ritmo do líder para transformar o confronto direto em uma final de campeonato.

Guardiola disse que “pela primeira vez” defenderia recuado e tentaria buscar o contra-ataque contra o Manchester United, por temer as rápidas transições do time de Ralf Rangnick, mas, pelo menos na primeira meia hora, a declaração na entrevista coletiva pré-jogo pareceu apenas um despiste. Os donos da casa alugaram o campo de ataque e exerceram uma pressão muito forte e organizada para matar a saída de bola do United.

Por outro lado, os Red Devils, com um nível baixo de intensidade, muitas vezes apenas assistiam ao City tocar a bola. O segundo tempo especificamente foi uma vergonha, com apenas 21% de posse de bola e nenhum chute, nem no alvo, nem para fora, nem para lugar nenhum. Como se tivesse decidido que nem valia a pena tentar, dada a superioridade do adversário, o que deve ter deixado Alex Ferguson, espectador nas arquibancadas do Etihad Stadium, muito irritado.

Com lesão no quadril, Cristiano Ronaldo não foi relacionado para o clássico. Edinson Cavani retornou aos treinos esta semana, mas ainda não estava pronto para voltar. Rangnick entrou com uma escalação sem centroavante em que Bruno Fernandes seria o jogador mais avançado se o United tivesse conseguido tocar na bola, com Pogba, McTominay e Fred no meio-campo. Pep Guardiola teve Foden pelo meio, com Grealish e Mahrez pelos lados, à frente de Rodri, Bernardo Silva e Kevin de Bruyne. Após a lesão de Rúben Dias, Aymeric Laporte e John Stones são os únicos zagueiros disponíveis e começaram jogando.

Não atrapalhou ter aberto o placar tão cedo. Bernardo Silva e Grealish tramaram pela ponta esquerda, e o português cruzou rasteiro à marca do pênalti, onde Kevin de Bruyne apareceu para marcar o primeiro do City. De Bruyne estava naqueles dias em que consegue fazer tudo que quiser e exatamente da maneira como quer. Quase marcou um golaço invadindo a área pela esquerda, com dribles sobre Fred e Maguire. De Gea fez boa defesa.

Guardiola, porém, tinha razão em se preocupar com os contra-ataques do Manchester United. Em um deles, Pogba encontrou Sancho pela esquerda. O jovem inglês que trocou a base do City pelo Borussia Dortmund para ter mais oportunidades dominou na entrada da área, teve muita calma, passou seco por Rodri e bateu colocado, no cantinho, para empatar. Mas nem deu tempo de o United ficar muito confortável.

A pressão do City foi absurda para recuperar a bola aos 28 minutos. Grealish deu um toque de cabeça, Foden chapelou Lindelöf e bateu em cima de De Gea. Bernardo Silva mandou o primeiro rebote na marcação, e De Bruyne mandou o segundo para as redes. Sancho teve outra chance de marcar, novamente pela esquerda, mas isolou o passe de Bruno Fernandes, e Riyad Mahrez exigiu uma grande intervenção de De Gea com um chute colocado de canhota.

O Manchester City matou de vez a partida em uma jogada ensaiada de escanteio, aos 24 minutos da etapa final. De Bruyne cobrou da esquerda para a entrada da área, pela direita, onde Mahrez apareceu (completamente livre) para bater de primeira no cantinho. Daí em diante, não houve mais competição. O City teve chances para ampliar no contra-ataque, tentou até gol de voleio e marcou o quarto em um passe de Gündogan para Mahrez, que girou batendo forte. O árbitro anulou o gol em um primeiro momento, mas a checagem do VAR identificou posição legal.

Uma goleada enfática do Manchester City, comprovando a sua superioridade em relação ao rival que nem sempre aparece no dérbi. Desde a chegada de Pep Guardiola, o confronto é bastante equilibrado, tanto que o United havia ganhado os últimos três no Etihad Stadium, mas nem de longe o foi neste domingo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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