Manchester City bate Wolverhampton sem proporcionar emoções à sua torcida
Grealish abriu o placar no primeiro minuto e facilitou a missão dos visitantes no Molineux
Diferente de muitos dos seus últimos jogos, o Manchester City não teve grande dificuldade para bater o Wolverhampton, no Molineux, neste sábado (17), pela Premier League. Diante da melhor defesa da liga, a equipe de Pep Guardiola puniu os Lobos desde o primeiro minuto para construir uma tranquila vitória por 3 a 0.
Embora mantenha o alto nível técnico e a agressividade, o City nem sempre tem tido facilidade para bater seus adversários. Por vezes, sai atrás no placar e precisa colocar os nervos no lugar para virar partidas. Foi assim contra o Borussia Dortmund, no meio de semana pela Liga dos Campeões e o roteiro tem se repetido nas primeiras rodadas da Premier League.
Mas o que Bruno Lage poderia fazer pelos Wolves quando, logo no primeiro minuto, Phil Foden acionou Kevin De Bruyne com o calcanhar, para que o belga cruzasse à meia altura na área? Jack Grealish, tão criticado, completou o passe com maestria. Foi o melhor momento do camisa 10 no jogo: pouco antes do intervalo ele foi violentamente atingido pelo zagueiro Nathan Collins, que foi expulso com muita justiça por tentar brincar de Karate Kid em um jogo profissional de futebol.
Fosse no torneio de All Valley, em San Francisco, a voadora na altura da barriga dada por Collins provavelmente teria sido congratulada pelo seu técnico John Kreese, afinal, serviu para neutralizar o adversário. Felizmente, não vivemos em um episódio de Cobra Kai, no qual tudo se resolve na base da porrada, e Collins tomou o rumo dos vestiários no minuto 33.
Piadas à parte, o City estava tão confortável com o seu jogo e em colocar os Wolves contra a parede, que não concedeu chances aos mandantes, ao menos não as mais perigosas. Controlando completamente a situação e criando momentos de perigo para a retaguarda dos Lobos, os Citizens trabalharam pacientemente a bola até achar o segundo gol, uma estratégia inteligente também para poupar algum esforço e não entrar em uma trocação.
Foi no minuto 16 que Erling Haaland aprontou mais uma das suas, concluindo com competência uma saída rápida. O norueguês carregou a bola e não foi pressionado pela marcação, tendo tempo de sobra para pensar na conclusão. Um chute rasteiro de fora da área resolveu o lance e praticamente definiu o triunfo dos visitantes. Para o camisa 9, apenas um dia normal: foi o 11o gol de Haaland em sete jogos no campeonato. E ele está só começando sua história na Inglaterra…
Era difícil para os Wolves criar com competência diante da encaixada defesa de Guardiola. Até o apito final, o time de Lage chutou apenas uma vez na direção do gol de Ederson, nada mais. Todas as outras finalizações foram bloqueadas ou para fora. Em um ritmo mais lento, mas sempre à espreita de espaços abertos no campo, o City administrou pacientemente a situação até o início da segunda etapa, quando fechou o placar. Haaland fez todo o trabalho, atraiu a marcação e rolou para De Bruyne, que soltou a assistência para Foden finalizar dentro da área. Jogada de sinuca dos Citizens, tão bem trabalhada quanto o lance que resultou no primeiro gol.
O carrossel de Guardiola passeou no Molineux e fez o bastante para terminar o dia na dianteira da tabela, com 17 pontos. Foi uma demonstração de qualidade, frieza e eficiência dos atuais campeões ingleses. Como competir com um time que oscila tão pouco e agora tem um tanque como Haaland marcando um gol atrás do outro? É essa a resposta que Mikel Arteta tenta encontrar para o Arsenal, que desponta como principal opositor do City neste primeiro momento.



