Como derrotar um time que vem ganhando todos jogos? Tentar fazer o possível para que não haja um jogo foi a tentativa de David Moyes e a estratégia defensiva do treinador do West Ham até funcionou durante mais ou menos 25 minutos. Mas não há ferrolho ou, para falar a verdade, time desta Premier League que resista ao Liverpool, que contou com gols de Mohamed Salah e Alex Oxlade-Chamberlain para construir o placar de 2 a 0 e ganhar pela 23ª vez em 24 rodadas.

Como este era o jogo adiado pela participação vermelha no Mundial de Clubes, a vantagem dos homens de Jürgen Klopp na tabela subiu para 19 pontos, com 42 ainda em disputa, o que significa que, se e Manchester City vencerem seus jogos, o título que Anfield tanto aguarda pode sair no confronto direto do Etihad Stadium, na 32ª rodada, no começo de abril.

Considerando que a toalha do Manchester City já foi praticamente jogada, que há um confronto contra o Real Madrid pelas oitavas de final da Champions League e partidas difíceis fora de casa contra Tottenham, Leicester, Manchester United e Chelsea no meio do caminho, é bem possível que o jejum do Liverpool, termine um pouco antes, contra o Everton, na 30ª rodada, ou Crystal Palace, na 31ª.

De qualquer maneira, é uma questão de tempo.

Moyes colocou em campo uma linha com cinco defensores e Arthur Masuaku mais solto, entre a lateral e o lado esquerdo do meio-campo. Outra linha de quatro à frente, com Lanzini, Mark Noble, Declan Rice e Snodgrass, mantinha o West Sam extremamente fechado. Todos eles, inclusive Sebastién Haller, tiveram a missão de correr atrás dos jogadores do Liverpool e fechar os espaços.

Não por coincidência, o Liverpool teve 73% de posse de bola no primeiro tempo, e o deu apenas um chute a gol, para fora. Do posto de observador ilustre, Alisson assistiu aos seus companheiros tocarem a bola com paciência no meio-campo, esperando que o bloco defensivo dos donos da casa desse alguma brecha.

A primeira surgiu aos 23 minutos, em lance que demonstrou todas as qualidades de Andrew Robertson. O lateral esquerdo do Liverpool começou a jogada na altura do círculo central com um lançamento e disparou. Segundos depois, chegou à área para receber o passe de primeira de Salah e tocou na saída de Fabianski. A bola começou a girar e parecia que ia para fora, mas Issa Diop não quis arriscar e afastou.

Robertson novamente levou perigo pela esquerda, com um cruzamento rasteiro que Origi e Salah não conseguiram alcançar, e começou a jogada do pênalti. Interceptou a bola na entrada da sua área defensiva e avançou até à direita, onde deixou com Arnold, cujo lançamento encontrou Firmino dentro da área.

O atacante brasileiro teve alguma dificuldade para dominar a bola, mas colocou-a no chão, protegeu, girou e cruzou rasteiro. Origi dominou e tentou passar entre dois marcadores. Diop não deixou. O assistente de vídeo ainda checou o lance por um possível toque de mão de Firmino no início da jogada, mas confirmou a penalidade. Salah bateu cruzado de perna esquerda, rasteiro, e fez 1 a 0.

Perdido por um, perdido por mil, o West Ham se soltou um pouco mais no segundo tempo e teve uma boa chegada, aos quatro minutos, que terminou com Lanzini, dentro da área, após cruzamento de Declan Rice, pela direita. O atacante argentino, porém, pegou mal na bola e facilitou a defesa de Alisson.

O Liverpool respondeu com mais uma subida forte de Robertson, que tabelou com Salah e, na hora de devolver a bola de novo, viu-a bater na defesa e sobrar para Firmino, que emendou um chute forte de primeira para ótima defesa de Fabianski que, ao longo de toda a partida, reforçou o quanto fez falta quando esteve lesionado.

E fica um pouco mais difícil culpar a estratégia de Moyes ao observar o lance do segundo gol. Começou com um escanteio a favor do West Ham, que levou muitos jogadores ao campo de ataque. Van Dijk afastou, a bola ficou pulando para lá e para cá na intermediária defensiva do Liverpool até cair nos pés de Salah. Um passe de três dedos cortou o gramado e deixou Chamberlain na cara de Fabianski: 2 a 0.

Um erro de Wijnaldum na saída de bola quase rendeu um gol solitário para o West Ham, mas Alisson defendeu a tentativa de Snodgrass, e o Liverpool respondeu com um rápido contra-ataque que terminou na perna canhota de Origi e em outra excelente intervenção de Fabianski.

O mais próximo que o West Ham chegou de marcar foi graças a um chute de um jogador do Liverpool. Rice fez boa jogada individual, por volta dos 25 minutos, e bateu com muita força. Alisson espalmou, e Arnold, na tentativa de afastar, pegou estranho na bola e mandou contra a própria trave.

O Liverpool jogava com muita tranquilidade e chegou a trocar passes curtos dentro da área adversária antes de Arnold cruzar para a perigosa cabeçada de Salah que, alguns minutos depois, carimbou a trave direita de Fabianski. Um cabeceio de Rice após cobrança e falta fez com que Alisson trabalhasse bem pelo menos mais uma vez antes de o árbitro apitar o fim da partida.

São 23 vitórias em 24 rodadas, e apenas aquele empate contra o Manchester United em Old Trafford tem impedido o Liverpool de fazer uma campanha perfeita. Ao vencer o West Ham, os Reds garantem que derrotaram pelo menos uma vez cada adversário da tabela, o que é um feito notável em si. O mais importante será outro, mas também não deve demorar muito mais para chegar.

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