Premier League

Liverpool agora tem elenco e contou com a ajuda dele para conseguir a vitória que o deixa a um ponto do City

Com gols de Diogo Jota e Firmino, que saiu do banco de reservas junto com Salah, o Liverpool venceu o Arsenal por 2 a 0 no estádio Emirates

Nos melhores momentos da era Jürgen Klopp, a falta de elenco era um problema. O trio de ataque precisava jogar sempre porque era brusca demais a queda para os reservas. Nesta quarta-feira, o Liverpool entrou em campo com Sadio Mané, Luis Díaz e Diogo Jota e contou com as entradas de Mohamed Salah e Roberto Firmino pouco depois do intervalo, impulso suficiente para derrotar o Arsenal no Estádio Emirates, por 2 a 0, e ficar a apenas um ponto do Manchester City, com confronto direto marcado para 10 de abril.

Em plena ascensão, agora com nove vitórias consecutivas pela Premier League, o Liverpool teve a chance de finalmente igualar as rodadas do atual campeão esta semana. Mas era uma missão difícil. O Arsenal se estabilizou e cresce sob o comando de Mikel Arteta, com um time jovem e talentoso. Mesmo em um mês de janeiro difícil aos Gunners, os duelos pelas semifinais da Copa da Liga Inglesa foram complicados. O técnico havia demonstrado no passado que conseguia travar o time de Klopp.

Isso outra vez aconteceu. O Arsenal fez um excelente primeiro tempo e teve a melhor chance de abrir o placar pouco depois do intervalo. Mas como os melhores times tantas vezes fazem, passado o susto, o Liverpool pressionou o acelerador, marcou duas vezes em menos de dez minutos e conseguiu o resultado que abre definitivamente a briga pelo título.

Arteta repetiu mais uma vez a escalação, armando duas linhas de quatro, com Martin Odegaard e Alexandre Lacazette à frente, para fechar os espaços do Liverpool. Salah era dúvida, após sair machucado contra o Brighton, e ficou no banco de reservas. O primeiro tempo foi muito tático, bem jogado, mas com poucas chances claras. A única finalização correta foi dos visitantes, uma cabeçada firme de Virgil Van Dijk da entrada da área em escanteio de Alexander-Arnold logo aos dois minutos.

Depois disso, os dois times alternaram períodos em que dominaram um pouco mais a posse de bola e tinham dificuldades para superar o sistema defensivo à sua frente. Gabriel Martinelli era o mais bem sucedido nessa empreitada, com toques rápidos e arrancadas insinuantes. Andrew Robertson fazia um bom trabalho na marcação a Bukayo Saka, o que seria ofensivamente importante depois do intervalo.

O Arsenal voltou com tudo dos vestiários. Martinelli deu mais uma linda subida pela esquerda antes de surgir a melhor chance. Thiago errou um passe para trás na saída de bola e deixou Lacazette na cara do gol. O passe saiu para Odegaard chegando de frente, com Alisson bastante adiantado. Com o braço direito, o goleiro brasileiro fez o desvio. Maravilhosa e importante defesa. Principalmente porque três minutos depois Thiago deu o passe pela esquerda para Diogo Jota, que dominou, carregou e acertou um cantinho mais próximo de Ramsdale para abrir o placar.

O Liverpool, então, apelou. Tirou Salah e Firmino do banco e recuperou o histórico trio de ataque com Mané. O índice mais importante dos times de Klopp, quando você sabe se a máquina está azeitada ou não, é a qualidade da pressão, e o segundo gol saiu em um lance com duas roubadas de bola nos arredores da grande área. Primeiro, Firmino ganhou pela direita antes de entrar na área e rolar para trás. Salah bateu de frente. O rebote foi para a outra ponta, onde Saka tentou avançar, mas foi barrado por Robertson.

O lateral esquerdo invadiu a área pela linha de fundo e cruzou rasteiro à boca do gol, onde Firmino apareceu com um esperto desvio para marcar o segundo gol. O Arsenal não desistiu. Tentou. Teve uma chance claríssima com Martinelli recebendo pela esquerda da grande área em liberdade. Bateu colocado no outro canto, bonito, rente à trave. A derrota não deve desanimar o torcedor. Encerrou uma sequência positiva de cinco jogos, mas também mostrou que o Arsenal consegue encarar os melhores times do país e da Europa. Nem sempre foi o caso.

Ainda está em ótima posição para se classificar à Champions League. Em quarto lugar, tem 51 pontos em 27 rodadas, um a mais que o Manchester United, em quinto, mas com 29 partidas disputadas. O Tottenham pode chegar a 51, mas também o faria em 29 jogos.

Enquanto isso, tudo gira em torno do dia 10 de abril no Etihad Stadium. A quantidade de pontos entre os dois primeiros colocados dependerá da rodada marcada para logo depois da Data Fifa, nos primeiros dias do mês, mas ambos são favoritos. O Manchester City enfrenta o Burnley fora de casa, e o Liverpool recebe o Watford. Tudo indica que será uma final de pontos corridos daquelas.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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