Os sinais de que o momento do Liverpool não era bom se confirmaram na quinta-feira (21), com a derrota por 1 a 0 para o Burnley no Anfield colocando fim a uma sequência de quase quatro anos sem reveses em casa pela Premier League. Falando à após o jogo, Jürgen Klopp reconheceu o momento de falta de confiança de seus comandados e disse estar faltando os 10% decisivos que caracterizaram sua equipe ao longo dos últimos anos, com todo o resto funcionando da mesma maneira. Ainda assim, assumiu a responsabilidade pela fase dos Reds.

O alemão definiu a derrota para o Burnley “um enorme soco na cara”, acrescentando: “A responsabilidade é minha, essa é a explicação fácil. Perdemos o jogo, o que é bem impossível, mas conseguimos. A é minha”.

Klopp não acredita que o mau momento esteja relacionado a uma queda de desempenho, mas sim ao desperdício de oportunidades nos momentos decisivos, algo de certa forma corroborado por um dado: sem marcar nas últimas quatro partidas da Premier League, a equipe teve 72 finalizações no período.

“Não se trata do desempenho, mas dos momentos decisivos. São decisões erradas tomadas na hora. É meu dever garantir que os garotos estejam na posição certa e que se sintam bem. A confiança não está no seu maior nível. Os 90% que eles fizeram (nas campanhas vencedoras) ainda estão lá, mas faltam os 10% decisivos. Não é o período de maior sorte da nossa vida. (Porém) Seria fácil colocar tudo na conta da falta de sorte”, avaliou.

Klopp diz não haver explicação fácil para o momento vivido. O treinador reconheceu o empenho dos atletas diante do Burnley e apontou apenas um caminho como alternativa imediata: “Tentar com mais empenho, mais frequência, por mais tempo”.

Com a equipe agora na quarta colocação, a seis pontos do líder Manchester United, Klopp coloca o , por ora, fora da briga pelo título, afirmando que seria uma tolice sequer falar nisso. “Se eu vier aqui agora, depois de perder para o Burnley e não marcar nas últimas quatro partidas, e falar sobre a corrida pelo título, quão tolo seria isso? A culpa é minha, e é isso. Precisamos tomar melhores decisões, precisamos fazer as coisas certas mais vezes”, cobrou.

O alemão também admitiu que seus comandados vivem um momento de pouca confiança em si mesmos e que isso precisa ser solucionado gradativamente, já que não há fórmula mágica para retomar a mentalidade positiva de antes.

“Esses garotos são capazes, mas, é claro, depois de não marcar há algum tempo, eles não estão cheios de confiança, dá para notar. E as pessoas dizem: ‘Como é que eles não estão cheio de confiança? Eles ganharam (o título) no ano passado’. Mas a confiança é como uma pequena flor, e claramente alguém pisou nela. No momento, precisamos encontrar uma nova pequena flor, e faremos isso. Mas, hoje, não foi suficiente. No terço final, a tomada de decisões não foi boa. Todos falarão disso, o que torna o problema não menor, mas maior.”

O Liverpool tem neste domingo (24) uma boa oportunidade de começar a dar uma resposta à fase ruim. Apenas uma semana depois de empatar em 0 a 0 com o rival Manchester United pela Premier League, a equipe enfrenta seus maiores rivais novamente, desta vez em jogo válido pela Copa da Inglaterra.