Premier League

Klopp: “As pessoas falarão sobre esse jogo no futuro, porque não vai acontecer com muita frequência – isso se acontecer de novo”

Jürgen Klopp elogiou bastante a atuação do Liverpool em Old Trafford e indicou compaixão com Solskjaer

O Liverpool teve o gosto de conquistar uma vitória inesquecível neste domingo, com os 5 a 0 anotados sobre o Manchester United em Old Trafford. E, depois do jogo, um sentimento de que a história tinha se cumprido tomou conta de diversos personagens dos Reds. Jürgen Klopp exaltou esse caráter memorável do resultado, sem deixar de elogiar seus jogadores pela maneira como contribuíram ao funcionamento do time e foram perfeitos em várias de suas atribuições.

“Não quero ser desrespeitoso, então não faço ideia do que dizer, mas foi um grande dia. Depois do jogo me disseram que nunca uma goleada dessas aconteceu na história do Liverpool, então escrevemos um pequeno capítulo nesse clube que sempre escreve seus próprios capítulos nos livros de história. As pessoas falarão sobre esse jogo no futuro, porque não vai acontecer com muita frequência – isso se acontecer de novo”, afirmou Klopp. “Porém, nós vimos o jogo e sabemos que tivemos sorte em duas ou três ocasiões, nas quais o Manchester United poderia ter marcado no primeiro tempo”.

“Fomos excepcionais no último terço. Fomos precisos, fomos implacáveis, a pressão alta foi excelente, jogamos com bolas longas, a formação deu certo. Todas essas coisas que você quer ver como treinador realmente funcionaram muito bem. Nem sempre marcamos em todas as chances que temos, mas fizemos isso e anotamos quatro no primeiro tempo. No segundo tempo, 5 a 0, cartão vermelho, jogo acabado. Portanto, tratava-se apenas de controlar e evitar lesões”, complementou.

O alemão também demonstrou compreensão sobre a situação de Ole Gunnar Solskjaer e a pressão que o técnico do Manchester United sofre neste momento: “A última coisa que gostaria era estar na pele de Solskjaer. É assim que acontece nesses momentos em que você perde um jogo, especialmente um dérbi, o que aconteceu comigo uma ou duas vezes. Você não quer sair por aí e dar entrevistas, responder a todas essas perguntas. Certamente não é uma noite legal”.

Além do mais, Klopp rasgou elogios à exibição de Roberto Firmino: “Ele jogou novamente de maneira excepcional. Mo recebe muita atenção, e com razão. Mas, para as pessoas com conhecimento de futebol, tenho certeza que escreverão livros sobre a maneira como Bobby interpretou a posição de falso 9. Não digo que ele inventou isso! Mas a maneira como ele joga, de vez em quando, parece que sim. Algumas coisas defensivas que ele fez em campo são absolutamente insanas. Ofensivamente, é obviamente um bom jogador de ligação e que marca alguns gols. Bobby sabe o quanto valorizamos o que ele está fazendo e isso é o que mais importa”.

Já Mohamed Salah, protagonista da goleada e também deste início de temporada europeia, colocou os interesses do Liverpool acima de suas ambições pessoais. O atacante reafirmou como seu intuito é produzir ao máximo para ajudar os Reds em busca dos títulos e que tudo mais será consequência das vitórias obtidas pela equipe nas diferentes competições.

“Enquanto a equipe continuar vencendo, estou mais que feliz. Sempre tento dar assistências – no primeiro gol, poderia ter feito sozinho, mas dei ao Naby. Sempre tento dar meu melhor para o time vencer, o que é o mais importante. Ganhamos a Premier League há duas temporadas e sabemos o que é necessário. Ganhar fora de casa do Manchester United é grande, mas, no fim das contas, são mais três pontos. Jogamos pelo título. Um time como o Liverpool, com os jogadores e o técnico que tem, joga para ganhar tudo”, analisou.

Salah também comentou o clima nos vestiários, depois dos quatro gols no primeiro tempo: “No intervalo, estávamos conversando no vestiário e dissemos: ‘Precisamos escrever a história’. Precisávamos continuar marcando gols, chances como essa não acontecem muitas vezes. Sabíamos que seria um jogo difícil se não dominássemos, mas foi o que fizemos. Desde o começo do jogo, tentamos passar a bola entre as linhas e manter o máximo de posse. Conseguimos isso”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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