Premier League

Joshua King chega por empréstimo e aumenta opções do Everton no ataque

O atacante Joshua King foi um dos últimos a serem anunciados neste fechamento da janela de transferências de janeiro. O atacante de 29 anos foi anunciado pelo Everton, emprestado até junho pelo Bournemouth. Os Toffees têm ainda a opção de tornar o contrato definitivo ao final da temporada. Com isso, o time comandado pelo técnico Carlo Ancelotti ganha uma opção de movimentação, que não é um artilheiro, mas consegue trabalhar muito pelo time. Ele recebeu a camisa 11, que estava livre desde a saída de Theo Walcott para o Southampton, em outubro.

Formado pela base do Manchester United, Joshau King é norueguês nascido em Oslo e tem 51 jogos pela seleção norueguesa, com 17 gols. Na Premier League, são 161 jogos, com 48 gols. Ao longo da carreira, passou pelo Preston, Borussia Mönchengladbach, Hull City, Blackburn e estava no Bournemouth desde 2015.

King tinha proposta também do Fulham, que se acertou com o Bournamouth. Assim, ficou a cargo do jogador escolher ir para os Cottagers ou rumar para o Everton. A sua opção pelos Toffees faz sentido, diante do que a equipe tem feito e do potencial que tem. Ele substitui o turco Cenk Tosun, que era reserva na equipe do Goodison Park e foi liberado, por empréstimo, para o Besiktas até o final da temporada.

Há um ano, em janeiro de 2020, o Manchester United fez uma proposta de £20 milhões por Joshua King para levar o ex-jogador da base dos Red Devils de volta. Os Cherries, porém, recusaram. O técnico Eddie Howe precisava de todos os recursos disponíveis para tentar evitar o rebaixamento na Premier League. Não conseguiu e o clube do sul foi rebaixado à Championship.

Nesta temporada, o atacante encontrado dificuldades para ter uma boa sequência. Foram 14 jogos até aqui, com algumas lesões que impediram que ele fosse titular com frequência. Foram três gols e duas assistências nesses 14 jogos. Foram três problemas de lesões musculares nesta temporada, uma em setembro e outras duas em outubro.

Embora seja um atacante, ele não é um artilheiro. Sua melhor temporada na carreira foi em 2016/17, com 16 gols. Depois, em 2018/19, fez 12 gols. King tem como característica carregar a bola da ponta para o meio em velocidade, levando perigo para criar uma chance para seus companheiros ou finalizar. Ele tem uma ótima precisão quando tem chance de finalização, além de criar muitas chances para os companheiros.

Pode atuar pelos dois lados do campo no ataque, além de também poder atuar centralizado. E não é um jogador de ataque que não contribui com a defesa: normalmente faz um trabalho de recuperação da bola pelo lado esquerdo do campo que é importante, ainda mais em times como o Bournemouth, que brigam para não cair quando estão na Premier League. Está acostumado a fazer essa pressão no campo de ataque.

Por ser um jogador bastante completo é que King chama tanto a atenção de clubes da Premier League. Não é um supercraque, mas é um jogador capaz de fazer muitas funções, exercendo todas elas de maneira satisfatória, e ainda contribui para os companheiros de time, aumentando as chances dos companheiros marcarem gols. Não é um jogador que precisa ser alimentado com bolas sempre redondas: ele ajuda a recuperar a bola e construir as jogadas. Um jogador como Richarlison pode se beneficiar muito de um jogador desse tipo, que abre espaços.

“Joshua King é o tipo de perfil certo que nós precisávamos”, afirmou Ancelotti, em coletiva de imprensa. “Nós estávamos olhando para ele no último verão [janela do meio do ano na Europa] e com sua qualidade, ele irá melhorar o nosso elenco”.

“Ele é um jogador forte, um jogador rápido, e nós o contratamos para ter mais opções no ataque. Ele pode cobrir todas as posições [no ataque] e tem experiência na Premier League”, disse o treinador italiano.

“Nós estamos felizes em tê-lo. O elenco está bastante completo no momento. Nós deixamos jogadores que precisavam jogar sair por empréstimo, queremos dar a eles oportunidades para melhorarem suas condições, conhecimento e experiência. No verão [ao final da temporada], eles estão de volta porque nós temos muita confiança nos nossos jovens jogadores”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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