Premier League

Insatisfeito, Tuchel teve “conversa honesta” com jogadores do Chelsea após péssima semana

O Chelsea foi goleado pelo Brentford e perdeu em casa para o Real Madrid nas quartas de final da Champions League; Tuchel não ficou nada satisfeito

O Chelsea vinha lidando bem com as turbulências em torno das sanções aplicadas ao seu dono, Roman Abramovich, e as especulações sobre quem será o próximo proprietário, mas o castelo de cartas despencou na última semana, com goleada para o Brentford pelo Campeonato Inglês e derrota por 3 a 1 para o Real Madrid no jogo de ida das quartas de final da Champions League em casa, o que levou o técnico Thomas Tuchel a conduzir uma “conversa honesta” com os jogadores nos vestiários de Stamford Bridge após o show de Karim Benzema.

Segundo Tuchel, não foi aquele tipo de reunião em que ele passa o seu ponto de vista, os jogadores dão a réplica, e ele dá a tréplica. Foi uma conversa em que a comissão técnica falou e o elenco ouviu. “Não foi uma discussão. Foi mais eu dando minha opinião e isso às vezes também é necessário. Levamos a visão dos jogadores a sério e muitas vezes em consideração, mas, após os dois últimos jogos, pensamos que era necessário dar nosso ponto de vista”, disse.

“Mas foi a portas fechadas e em um clima no qual todos podem receber críticas. Eu me sinto envolvido em um ambiente assim. Nós não apontamos dedos e não procuramos pessoas que são culpadas. Estamos nisso juntos. Precisávamos pontuar algumas coisas em nosso jogo com as quais não estávamos felizes, onde poderíamos ter defendido melhor, feito melhor. Não sei se será um divisor de águas. Precisamos cuidar do processo. E o processo foi ser honesto com o time e explicar suas reações. É necessário que os jogadores entendam se o técnico está bravo às vezes. Eu acho que tinha meus motivos e apresentei meus motivos”, acrescentou.

O conteúdo da conversa foi sobre aspectos do jogo do Chelsea que costumavam ser seus pontos fortes, mas não apareceram na última semana. “Foi sobre princípios ofensivos do nosso jogo. O que queríamos fazer e não fizemos. Infelizmente, e um pouco surpreendente, faltou estrutura no último jogo. Normalmente esta é nossa maior força: você claramente vê o que tentamos fazer e jogar. Não foi o caso e isso é um grande problema. E depois faltou ritmo e repetição em nossos ataques”, analisou.

“Faltou disciplina no ataque e disciplina posicional. Foi uma grande desvantagem na contra-pressão porque não estávamos nos lugares em que deveríamos estar. Na defesa, faltou intensidade e investimento. Foi mais ou menos o que vimos. Não foi sobre uma crítica geral, mas sobre detalhes das situações. É sobre confiar nos jogadores. Eu amo os jogadores, o grupo, eu amo estar envolvido. Podemos fazer melhor juntos”, encerrou.

O Chelsea está em terceiro lugar, longe dos líderes Manchester City e Liverpool, e com cinco pontos de vantagem para Arsenal e Tottenham na briga por vaga na Champions League – com o mesmo número de jogos dos Gunners e um a menos que os Spurs.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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