Premier League

Haja coração! Tottenham vira contra Leicester com dois gols nos acréscimos de Bergwijn

Tudo parecia perdido para o Tottenham até os 49 minutos, quando conseguiu o empate e em seguida o gol da vitória com Bergwijn, testando os corações dos Spurs

O Leicester viu o que parecia uma vitória certa escapar por entre os dedos. O Tottenham conseguiu uma virada para testar o coração dos seus torcedores, com dois gols nos acréscimos, e saiu com uma vitória que parecia que seria uma derrota até 48 minutos do segundo tempo. Uma loucura completa e um placar de 3 a 2 que fica marcado como um épico dos Spurs e que dói no time de Brendan Rodgers.

Apesar do fim dramático, o Tottenham fez uma boa partida e pareceu ter levado gols quando estava bem no jogo, especialmente no primeiro tempo. Os dois técnicos colocaram em campo jogadores que acabaram tendo participação decisiva com gols. De um lado, Harvey Barnes. Do outro, Steven Bergwijn.

O Tottenham foi melhor no primeiro tempo e era quem atacava mais. Desde os primeiros minutos, os Spurs levavam perigo. Só que adivinha quem fez o primeiro gol? Pois é: aos 24 minutos, Patson Daka aproveitou a primeira chance dos Foxes dentro da área para finalizar e marcar 1 a 0. Maldosos diriam que era aquela frase de “quem não faz, toma” levada a cabo.

Ainda melhor, o Tottenham perdeu algumas chances. Uma delas, a mais clara, com Pierre-Emile Hojbjerg, que pegou um rebote, tirou do goleiro e finalizou, mas o Leicester salvou em cima da linha. Um lance incrível e que dava a indicação que as coisas seriam complicadas.

Aos 38 minutos, Kane recebeu um belo passe, fez o corte em cima de Çaglar Söuyncü e finalizou de pé esquerdo. A bola tocou na trave e entrou: 1 a 1 no King Power Stadium. Logo depois, Kane recebeu em profundidade de Lucas, colocou na frente, avançou até entrar na área e chutou longe, longe, longe do gol, por cima.

Parecia, então, que o Tottenham tinha invertido o jogo. O Leicester até voltou a levar algum perigo no fim do primeiro tempo, mas o momento era do Tottenham. O intervalo, porém, mudaria isso.

Na segunda etapa, o Leicester equilibrou o jogo de novo e os dois times trocavam ataques. O técnico Brendan Rodgers fez uma alteração que acabou tendo impacto decisivo no jogo: tirou Patson Daka aos 30 minutos e colocou Harvey Barnes. Um minuto depois de entrar, ele fez tabela com James Maddison, que ficou na cara do gol: tocou na saída do goleiro e marcou 2 a 1 para os mandantes.

O gol animou o Leicester, que continuou levando algum perigo. O Tottenham não desistia, mas parecia que o Leicester estava mais perto do gol. Conte sacou o lateral Sergio Reguilón e tratou de mudar o esquema do time para colocar o atacante Steven Bergwijn.

Com pressão no final, o gol de empate saiu e no sufoco: Matt Doherty, que entrou no segundo tempo no lugar de Emerson Royal, recebeu dentro da área e tocou para trás, onde estava Steven Bergwijn, que colocou no fundo da rede: 2 a 2.

Parecia que seria o placar final. Só que eis que na saída de bola, Youri Tielemans errou o passe, o Tottenham recuperou a bola e rapidamente acionou Harry Kane, que desta vez fez o papel de camisa 10: deu um passe milimétrico para Bergwijn, que driblou o goleiro Kasper Schmeichel e tocou. A bola foi dramática: bateu na trave e entrou, deixando o zagueiro Söyuncü sem ter o que fazer: 3 a 2 para o Tottenham, aos 51 minutos.

Loucura completa do pequeno setor de visitantes do King Power Stadium. O jogo não teve muito mais bola rolando e o apito final veio. Os jogadores do Leicester ainda pareciam incrédulos, tentando entender como é que perderam um jogo que estava ganho até o final. O Tottenham comemorava muito, vibrando com uma virada que o técnico Antonio Conte pulava na beira do gramado.

Os Spurs, com 36 pontos, estão em sexto na tabela, um ponto atrás do West Ham, mas com três jogos a menos. O técnico Antonio Conte continua invicto na Premier League desde que assumiu o comando da equipe. O Leicester está em 10º, om 25 pontos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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