Premier League

Guaita faz boas defesas, City fica no empate com o Palace e abre a porta para o Liverpool encostar

Caso vença o Arsenal na quarta-feira, o Liverpool ficará a apenas um ponto do Manchester City

O Manchester perdeu oportunidades contra o Crystal Palace nesta segunda-feira no Selhurst Park, não conseguiu sair do 0 a 0 e abriu a porta para o Liverpool ficar a apenas um ponto de distância caso vença o Arsenal no Emirates Stadium na próxima quarta-feira.

Foi um inesperado tropeço do líder em seu primeiro jogo de Premier League depois de golear o Manchester United. Ou nem tão inesperado assim porque o Palace foi o responsável por uma das três derrotas do campeão inglês no duelo do primeiro turno.

Não levar nenhum gol em 180 minutos contra o Manchester City, e ainda sair com quatro pontos, é um grande feito para Patrick Vieira em sua primeira temporada como técnico na liga inglesa. Além de se defender com afinco (e contar com a má pontaria do adversário), conseguiu também ameaçar no contra-ataque, mesmo sem ter conseguido gerar muitas situações de finalização.

Este foi o penúltimo jogo do Manchester City antes do confronto direto contra o Liverpool em 10 de abril. Ainda enfrentará o Burnley, também como visitante. Após o Arsenal no meio desta semana, os Reds recebem o Watford antes de visitar o Etihad Stadium.

A fase do Palace é boa, com apenas uma derrota nos últimos oito jogos por todas as competições, e começou ameaçando. Aos 13 minutos, Mateta aproveitou erro de Kyle Walker na saída de bola e abriu para Michael Olise chegar batendo com a parte de fora do pé, com muito perigo.

O City, que teve volume de jogo, respondeu com De Bruyne batendo de fora da área. Guaita deu rebote, mas Bernardo Silva tentou driblá-lo no rebote e saiu com bola e tudo. John Stones levou perigo da entrada da área, e Guaita teve que trabalhar muito bem para barrar a batida de primeira de De Bruyne.

A pressão visitante continuava. Cancelo acertou o pé da trave com uma bomba de fora da área, tão rápida que pegou Aymeric Laporte desprevenido no rebote. O zagueiro ainda tentou pegar na bola de qualquer jeito, mas isolou. Provavelmente estaria impedido se tivesse feito o gol. Pouco depois, Grealish foi à linha de fundo e cruzou para o meio. Bernardo não finalizou direito, Mahrez apareceu na segunda trave, e Guaita agarrou quase em cima da linha.

Guaita fez talvez sua melhor defesa na partida aos 11 minutos da etapa final. Depois de outra bola na trave, agora de De Bruyne, ele conseguiu desviar a batida forte de Mahrez, de frente, com uma das mãos. A atuação defensiva do Palace foi especialmente boa no segundo tempo, limitando o adversário a apenas quatro chutes.

Mas ainda assim, o City era perigosíssimo. De Bruyne encontrou Foden com um grande passe. Marc Guéhi desarmou na hora H – em outro lance que talvez fosse anulado pelo assistente de vídeo. O Palace passou a sentir o cheiro da oportunidade e emendava alguns contra-ataques mais ou menos perigosos. Mais ou menos porque faltou capricho na tomada de decisão para transformá-los em chances claras.

Em uma das últimas chances, aos 45 minutos, De Bruyne cobrou falta pela direita, Laporte saiu nas costas da defesa, mas não conseguiu cabecear em cheio. Testou para baixo, a bola ainda pegou no seu corpo e facilitou a defesa de Guaita, importante para frustrar o Manchester City e fazer o Liverpool sorrir.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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