Premier League

Feliz com evolução na temporada, Arteta projeta: “Se tomarmos algumas decisões boas, seremos muito fortes”

Em um momento da temporada, a continuidade de Mikel Arteta no comando do Arsenal esteve ameaçada. Não tivesse o basco conquistado a Copa da Inglaterra ao fim da campanha passada, possivelmente seu barco não teria suportado as fortes ondas que vinham de todas as direções. Passado o pior momento, o treinador olha com orgulho para a evolução de sua equipe desde então e vê o time pronto para dar um salto a partir da próxima campanha.

Entre outubro e dezembro de 2020, o Arsenal viveu momento terrível, com apenas uma vitória em dez jogos na Premier League. Para Arteta, a tormenta foi necessária para se testar o caráter de seu grupo e para encontrar líderes no elenco.

“Às vezes, você precisa chegar neste nível para ter uma ideia melhor de por que você está ali, mas também para ver quem irá reagir quando esses momentos difíceis surgirem, porque você terá momentos difíceis em uma temporada”, afirmou em entrevista à Sky Sports.

“Você quer ver quem se levanta em frente aos outros e diz: ‘Estou pronto para empurrar’. E quem simplesmente segura o barco. Então, você pode tomar algumas decisões. Estou muito orgulhoso pela maneira como administramos aquela situação, porque havia muitas coisas acontecendo, não só no campo.”

Para além dos ajustes táticos necessários e mais facilmente observados durante as partidas, o trabalho de um treinador passa muito pela gestão humana de seu grupo, e Arteta tomou muitas decisões neste sentido. As visíveis ao público foram notavelmente a definição de quem continuaria no clube, quem partiria e quem deveria chegar. Mostrou sua firmeza ao definir em janeiro as saídas de Özil, Sokratis Papastathopoulos e Mustafi. Também quando precisa punir aqueles presentes no elenco, como foi recentemente o caso de Aubameyang, que se apresentou atrasado no dia do clássico com o Tottenham e, mesmo sendo a grande estrela da equipe, foi sacado do time titular.

“Quando você tem ideias e princípios claros, trata-se de aplicá-los. Não faz sentido dizer às pessoas o que você espera delas e depois não tomar as decisões quando essas coisas não são alcançadas”, explicou.

Pouco a pouco, e muito graças a essas escolhas de efetivo, acredita estar chegando a uma boa equação, refinando o grupo de forma que restem apenas aqueles aptos e dispostos, implicados no projeto.

“Estou vendo a direção que estamos tomando, estou vendo a energia com que jogamos, com que treinamos. Estou vendo o ambiente que estamos criando em torno do centro de treinamento em Colney e o quão envolvido todo mundo está, incluindo comissão técnica e diretoria, todo mundo. Isso me dá uma boa sensação, uma impressão de que, se tomarmos algumas decisões boas e positivas, seremos muito fortes.”

Ele reconhece, no entanto, que há ainda uma caminhada até chegar aonde deseja. Mesmo com a melhoria das últimas semanas e estando nas quartas de final da Liga Europa, os Gunners ainda ocupam apenas a 9ª colocação da Premier League. Para o treinador, trata-se de ajustes, embora importantes.

“Ainda há margens para melhoria. Às vezes, o problema é a gestão de uma partida. Às vezes, a tomada ruim de decisões (dos jogadores). Às vezes, falta de disciplina. São essas coisas que precisamos erradicar se quisermos lutar com os times do topo.”

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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