Em um dos jogos mais insanos da Premier League, Leeds arranca uma virada heroica contra o Wolverhampton
Com oito minutos de acréscimo em cada tempo, expulsão, quatro substituições por lesão e virada nos acréscimos, o Leeds conseguiu uma grande vitória
O Leeds teve que fazer quatro substituições por causa de jogadores lesionados e estava perdendo por 2 a 0 até os 18 minutos do segundo tempo, mas, em um dos jogos mais insanos da temporada da Premier League, conseguiu a vitória por 3 a 2 com a ajuda da expulsão de Raúl Jimenez, no começo do segundo tempo, um resultado importantíssimo para dar um impulso a uma campanha acidentada.
O clube do norte da Inglaterra teve que demitir Marcelo Bielsa, que havia tirado o time da segunda divisão e se tornado um ídolo das arquibancadas, porque o risco de rebaixamento estava ficando cada vez mais real. Após impressionar na primeira temporada retornando à Premier League, o Leeds havia sido devastado por lesões e não conseguia mais atingir o mesmo nível com regularidade.
Os problemas físicos continuam. Apenas neste jogo contra o Wolverhampton, Patrick Bamford, Diego Llorente, Mateusz Klich e o goleiro Illan Meslier tiveram que ser substituídos por lesões – o Leeds recebeu permissão para uma alteração a mais do que as três que estão no regulamento da liga porque Klich entrou no protocolo de concussão.
E ainda assim, conseguiu se superar para virar um jogo que parecia perdido. O Wolverhampton estava confortável em campo, com boa vantagem e confiança por estar brigando na parte de cima da tabela. A expulsão de Jiménez, aos oito minutos do segundo tempo, no mesmo lance em que Meslier se machucou, foi o divisor de águas da partida. E rigorosa: pareceu apenas um choque normal entre dois jogadores indo atrás da bola.
O Leeds havia conseguido sua primeira vitória sob o comando de Jesse Marsch, contra o Norwich, e começou o jogo animado. Daniel James puxou contra-ataque logo aos seis minutos pela esquerda e cruzou na primeira trave, onde Rodrigo se antecipou ao goleiro José Sá e mandou para fora. Em seguida, Patrick Bamford avançou pela direita, entrou na área e bateu rasteiro de perna esquerda, perto da trave. Duas boas chances que não foram aproveitadas.
O Wolverhampton, porém, é um time traiçoeiro. Frustra o adversário com uma defesa sólida e castiga em poucas oportunidades. Aos 25 minutos, João Moutinho deu um lindo lançamento pela direita, Francisco Trincão apareceu nas costas da defesa e tocou para a marca do pênalti. Jonny Otto bateu de primeira para abrir o placar.
Os donos da casa armaram uma blitz no final do primeiro tempo, com oito minutos de acréscimo por causa das lesões do Leeds. Trincão mandou uma bola na trave e depois marcou seu primeiro gol pela Premier League. Foi uma cobrança de falta rápida e esperta pela direita. Daniel Podence se projetou e cruzou para o chute certeiro de Trincão, no canto de Meslier.
O segundo tempo praticamente começou com a expulsão de Jiménez. Ele trombou com Meslier na ponta direita, os dois disputando um lançamento, e levou o segundo cartão amarelo. O Leeds não demorou para aproveitar a vantagem numérica. O empate saiu com dois gols em um intervalo de quatro minutos, ambos em lances tão malucos quanto a partida.
No primeiro, Luke Ayling recebeu a virada de jogo de Robin Koch pela direita e bateu com a parte de fora do pé, na trave. O rebote voltou para ele, que dividiu com Romain Saïss. Conor Coady cortou em cima da linha, mas Jack Harrison marcou no rebote. Logo depois, foi Ayling quem deu o lançamento. Daniel James tentou encobrir Sá com um toque por cobertura. Pegou no travessão. A bola seguiu viva e chegou ao outro lado da área. Saïss errou o corte, Sam Greenwood dominou, e Rodrigo apareceu como um raio. Bateu rasteiro, e Coady não conseguiu cortar.
A partir daí, o embalo era todo do Leeds. Sá precisou fazer defesas importantes. Saïss fez um bloqueio providencial para impedir o gol de James. A pressão crescia e crescia até o Wolverhampton sucumbir, nos acréscimos – no primeiro minuto de mais oito que o árbitro deu para o segundo tempo. Outra bola que ficou viva demais na área dos Lobos, sendo cabeçada para lá e para cá, até Ayling bater a carteira e emendar o chute rasteiro além de Sá.
O resultado foi importante para o Leeds, que chegou a 29 pontos. Tem sete a mais que o Watford, o primeiro clube da zona de rebaixamento, com o mesmo número de jogos. O Burnley, porém, está mais próximo do que parece porque tem duas rodadas a menos, mas ainda ficaria atrás, mesmo se as vencesse. Além dos pontos, a confiança de ter conseguido sua primeira virada após estar perdendo por dois gols de diferença ao intervalo na história da era moderna do Campeonato Inglês, “, pode ser importante para terminar a temporada em alta.
.
.



