Premier League

Em alta, Greenwood avalia crescimento após problemas extracampo: “Saí disso melhor”

Atacante deu a volta por cima na temporada após ser desligado da seleção inglesa e ter que lutar para reconquistar seu espaço no Manchester United

A temporada 2020/21 tinha tudo para ser de confirmação para Mason Greenwood. O jovem atacante vinha de uma primeira campanha completa prolífica, com 19 gols em 2019/20, e a impressão de que estouraria de vez. No entanto, um problema extracampo durante a concentração da seleção inglesa, em sua primeira convocação, colocou um freio abrupto ao seu crescimento e acabou condicionando o restante da temporada, que se transformou em um arco de recuperação. Aparentemente de volta a seu melhor nível, o atacante do Manchester United avalia como aquele período o fortaleceu não só como jogador, mas como ser humano.

Em entrevista à Sky Sports publicada nesta segunda-feira (17), Greenwood concordou com a avaliação de seu técnico, Ole Gunnar Solskjaer, de que os problemas que teve no início da temporada o ajudaram a crescer. Dispensado da seleção inglesa ao lado de Phil Foden, do Manchester City, após quebrar o protocolo de segurança sanitária da concentração da equipe em um hotel na Islândia, o jovem atacante, de apenas 19 anos, se viu cercado de manchetes negativas e teve que lidar com as repercussões do caso.

“Concordo com ele (Solskjaer), saí disso mais forte. Essas coisinhas tornam você uma pessoa melhor, um ser humano e um jogador melhores. Isso faz você aprender algumas coisas. É como quando você está jogando, você aprende dos seus erros. Ou você deixa isso afetar você ou você segue em frente. Por que não seguir em frente?”, comentou Greenwood à Sky Sports.

O atacante reconheceu que o período foi difícil, definindo como um “desafio mental”, mas garante ter superado o episódio. “Se você joga pelo United, um dos maiores clubes do mundo, você precisa superar isso. Deixei isso de lado para me concentrar apenas no meu futebol. Agora, eu superei isso, estou feliz por voltar a jogar o meu melhor futebol.”

Entre pequenos problemas físicos, o desafio de lidar com os problemas extracampo e um nível de rendimento insuficiente nos treinamentos, Greenwood esteve bastante ofuscado na primeira parte da temporada, com poucos minutos em campo e sem conseguir causar grande impacto quando entrava. Apesar do período de baixa que viveu, o atacante ainda considera esta sua temporada melhor que a anterior, atribuindo a avaliação à sua contribuição coletiva. Para eles, os gols marcados na campanha passada e a falta deles na primeira metade da atual levaram as pessoas a uma interpretação imprecisa do nível de cada um dos momentos.

“Na maior parte da temporada passada, acho que meu jogo coletivo não estava tão bom. Porém, eu estava marcando gols, então as pessoas colocaram na cabeça que eu estava melhor na temporada passada do que nesta. Eu acho que estou melhor nesta.”

Entrando em detalhes sobre o que tem observado em seu próprio futebol, o jovem atacante do Manchester United destacou uma melhora geral em seu nível e sua capacidade de manter a posse de bola em uma liga tão física como a Premier League.

“Ainda tenho alguns anos até alcançar meu nível completo de velocidade. Ainda estou crescendo, tenho apenas 19 anos. Não tenho trabalhado especificamente nisso (fortalecimento), mas começou a aparecer nesta temporada. Meu jogo ao todo, meu trabalho defensivo, basicamente o conjunto todo de jogador, melhorou. Isso está aparecendo agora. Minha retenção da bola melhorou, acho que não entrego a bola tanto quanto antes, quando eu era mais jovem, chegando na equipe. Conheço um pouco mais o jogo e o ritmo da Premier League, tudo convergiu”, avaliou.

Os aprendizados com os erros e o amadurecimento pelo qual passou no início da temporada têm dado seus frutos nesta reta final de temporada. Lenta, mas progressivamente, o atacante tem recuperado seu espaço na equipe e reencontrado o caminho das redes. Nas últimas 12 partidas, Greenwood marcou oito gols. Agora, espera coroar o crescimento com sua primeira conquista pelo clube.

“Vencer algo com o United seria incrível. Quero isso, estamos em uma boa posição para alcançar isso. Um bom fim de temporada na Premier League e uma vitória na final (da Liga Europa) seriam legais. Precisamos de títulos, ainda não conquistamos nenhum nos últimos anos, então levar a taça para casa seria uma boa sensação.”

Com sorte, a consequência natural disso será a convocação para a Eurocopa, que começa em 11 de junho. O atacante dá as boas-vindas à possibilidade, mas garante não pensar nisso no momento: “Seria legal ir à Eurocopa, mas eu só quero focar completamente no Manchester United nestes últimos dois jogos e na final da Liga Europa. O que tiver que ser será. Não tenho pensado muito nisso, tenho apenas ido a campo pensando no meu desempenho pelo United, como marcar e ajudar o time a marcar”.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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