Com uma dose de aperto, o Liverpool conquista o triunfo e encerra o primeiro turno praticamente perfeito

O Liverpool retomou a Premier League sem perder o fio da meada em sua sequência de vitórias. Após a implosão do Leicester no Boxing Day, os Reds fecharam seu primeiro turno com mais um triunfo – o 18° na competição. O Wolverhampton representou um desafio maior dentro de Anfield, sobretudo pela maneira como botou pressão durante o segundo tempo. No entanto, a boa etapa inicial do time de Jürgen Klopp se tornou suficiente ao placar de 1 a 0, em outro resultado decidido por Sadio Mané. A ampla vantagem de 13 pontos aos líderes se preserva.
Depois do atropelamento contra o Leicester, o Liverpool manteve a mesma intensidade inicial para encarar o Wolverhampton – avisado sobre o perigo que os adversários representavam, após a virada sobre o Manchester City. Os Reds foram para cima e poderiam ter aberto o placar logo aos quatro minutos, num ótimo cruzamento de Trent Alexander-Arnold para Mohamed Salah. O egípcio, entretanto, mandou por cima do gol. Por mais que dominasse a posse de bola, o time de Jürgen Klopp ameaçava mais quando partia em velocidade pelos lados do campo. Outra vez, Alexander-Arnold fazia uma partidaça.
Até pelo sangue nos olhos do Liverpool, surpreendia como o Wolverhampton conseguia segurar os adversários em Anfield e também criar algumas chances de gol, ao pressionar a saída de bola. Porém, com o passar dos minutos, as chances dos Reds se tornaram mais frequentes. Rui Patrício precisou fazer algumas intervenções, enquanto Roberto Firmino e Sadio Mané também perdoavam. Todavia, o merecido gol dos anfitriões logo sairia.
A jogada decisiva aconteceu aos 42 minutos, a partir de um lançamento fabuloso de Virgil van Dijk no campo de defesa. Adam Lallana se infiltrou na área e ajeitou com o ombro, para Mané tocar na saída de Rui Patrício. A princípio, o árbitro anulou o tento alegando um toque no braço, mas o VAR esclareceu como a jogada foi legal. Nos acréscimos, os Reds ainda seriam salvos pelo árbitro de vídeo. Pedro Neto recebeu o cruzamento de Jonny e emendou às redes, mas o ala estava milimetricamente impedido na construção. Apesar da insatisfação de Nuno Espírito Santo, que recebeu o amarelo, a tecnologia cumpriu seu papel.
Durante os primeiros 15 minutos do segundo tempo, o Liverpool seguiu com as principais chances. Entretanto, o Wolverhampton já indicava sua melhora, sobretudo após a entrada de Adama Traoré aos 13 minutos. Os Lobos cresceram na partida e passaram a usar da mesma fórmula de seus adversários, aproveitando a velocidade pelos lados de campo. Alisson logo seria obrigado a trabalhar. O goleiro realizou duas boas defesas por volta dos 23 minutos, em especial para evitar o empate de Diogo Jota.
O Wolverhampton dava cada vez mais trabalho na reta final do confronto e a entrada de Raúl Jiménez garantiu mais presença de área aos visitantes. Ainda que Max Kilman tenha sentido lesão, sem poder ser substituído, os Lobos aumentaram a marcha e criaram reais apuros ao Liverpool durante os dez minutos finais. O problema foi a quantidade de finalizações dos visitantes para fora. Além disso, quando Jiménez saiu de frente para Alisson, Joe Gómez apareceu para o desarme preciso. Traoré e Rubén Vinagre davam trabalho, até que o apito final soasse como alívio aos Reds.
O Liverpool indicou certo desgaste nos minutos finais em Anfield, mas encerra o primeiro turno praticamente perfeito na Premier League. A equipe fecha a primeira metade campanha com 18 vitórias e um empate, além de 47 gols marcados e apenas 14 sofridos. A confortável vantagem de 13 pontos sobre o Leicester, que tem uma partida a mais, se mantém. Além do mais, são 50 partidas de invencibilidade dentro de Anfield pelo Campeonato Inglês, a terceira maior marca da história da competição – desde 1888/89.
O Wolverhampton, por sua vez, termina 2019 com boas perspectivas para o próximo ano. A despeito do começo ruim na Premier League, o time de Nuno Espírito Santo se recuperou e teve muito brio na duríssima empreitada que encarou durante os dois últimos dias, contra City e Liverpool. Somando 20 partidas, o time chega aos 30 pontos. Está a cinco do Chelsea no G-4 e, mais uma vez, se coloca na briga pelas competições europeias. Apesar dos três pontos perdidos em Anfield, foi outra atuação para valorizar os Lobos.



