Premier League

Com novo fôlego, Watford vence duelo com Aston Villa e esquenta briga contra rebaixamento

O Watford parecia ser o primeiro condenado da Premier League com uma campanha terrível. Nos primeiros 16 jogos, só uma vitória e nova derrotas. Desde a chegada de Nigel Pearson, são duas vitórias, um empate e uma derrota – e a derrota foi para o Liverpool, que faz campanha invicta. Neste sábado, venceu um duelo importante contra outro time na zona do rebaixamento, o Aston Villa, por 3 a 0. Com a vitória, o time já começa a ver a chance de sair da zona de descenso aparecer.

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O jogo deste sábado foi complicado, mas no final do primeiro tempo, o Watford abriu o placar em um lance confuso de Troy Deeney completou para o gol quase sem ângulo, aos 42 minutos, e fez 1 a 0. Só que logo no início do segundo tempo, Adrian Mariappa tomou um cartão amarelo aos seis minutos e um segundo amarelo aos 11. Foi expulso e, assim, os Hornets precisavam segurar o resultado com um a menos.

Só que aos 20 minutos, Troy Deeney foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. O próprio Deeney cobrou forte no meio, como é da sua característica. Pouco depois, aos 26 minutos, uma jogada muito rápida de contra-ataque do time resultou em Étienne Capoue lançado em velocidade na esquerda e ele cruzou para Ismaila Sarr completar para o gol e colocar um 3 a 0 no placar. O placar seria, então, definitivo.

Nem mesmo Jack Grealish, craque do Aston Villa e que faz uma grande temporada, conseguiu mudar o rumo do jogo. Aliás, a atuação do Villa foi para se esquecer. Defensivamente mal, o time ofensivamente também mal criou alguma coisa. Acabou perdendo com todo mérito.

Nigel Pearson parece ter consertado uma coisa ou outra do Watford, que primeira parou de tomar tantos gols e, segundo, consegue concluir melhor as jogadas. Pearson, é bom dizer, era o técnico do Leicester quando o time escapou milagrosamente do rebaixamento em 2014/15.

Acabaria demitido pouco depois de garantir o time na primeira divisão, mas não teve nada a ver com seu trabalho em campo. Seu filho se envolveu em um escândalo sexual racista em uma viagem de pós-temporada para a Tailândia, terra dos donos do clube. Os três jogadores e o filho de Nigel Pearson, James, foram demitidos. Depois disso, o técnico acabaria demitido com a justificativa que o relacionamento entre a diretoria e o técnico “não era mais viável”.

Pearson voltou ao futebol em maio de 2016 pelo Derby County. Mais uma vez, se desentendeu com os donos do clube. Especificamente, Mel Morris, o dono, que queria observar os treinos com drones, o que o técnico se opôs ferozmente. Em outubro de 2016, deixou o clube por acordo mútuo. Depois, ainda passou pelo Leuven, da segunda divisão belga, de setembro de 2017 a fevereiro de 2019.

Nesta temporada, depois do Watford começar com Javi Gracia, demitido depois de quatro rodadas, e Quique Sánchez Flores, demitido depois de 10 jogos, assumiu o dia antes do jogo contra o Liverpool, no dia 14 de dezembro. O interino Hayden Mullins dirigiu o time por dois jogos entre a saída de Quique Sánchez Flores e a chegada de Nigel Pearson.

O Watford chega a 16 pontos, a dois do Aston Villa, uma posição acima, e a três do West Ham, primeiro time fora da zona do rebaixamento. Para um time que parecia condenado, ao Hornets pareceram um time renascido.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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