Com gol no último minuto, Brighton vence Manchester United e continua sonhando alto
As Gaivotas se consolidaram na zona de Liga Europa e se aproximaram da Champions League - embora a tabela ainda seja um percalço
Um pênalti por toque de mão de Luke Shaw, no último ato da reedição da semifinal da Copa da Inglaterra nesta quinta-feira, deu ao Brighton a vitória por 1 a 0 sobre o Manchester United no Amex Stadium, que o deixa muito firme na zona de classificação à Liga Europa e lhe permite até sonhar com um lugar entre os quatro primeiros, embora esses panorama ainda pareça muito difícil.
Nem tanto pela pontuação porque as Gaivotas chegaram a 55 pontos e têm um jogo a menos que o Manchester United, com 63. A diferença pode cair para cinco, com 15 em disputa. O problema do Brighton é ter uma tabela complicada. Entre os seus últimos seis compromissos, enfrenta o Arsenal no Emirates, o Newcastle no St. James Park, o Aston Villa em Birmingham e recebe o Manchester City. Também joga em casa contra Everton e Southampton.
Mas a Liga Europa está cada vez mais concreta. Tottenham e Aston Villa estão um ponto atrás e disputaram duas rodadas a mais. O Brighton briga cabeça a cabeça com o Liverpool pela quinta posição. Pode ficar dois pontos à frente quando pagar as partidas que deve. O sexto lugar, de longe sua melhor campanha na elite inglesa, parece o pior cenário possível no momento.
O Manchester United ainda tem uma gordura confortável, de teóricos cinco pontos para o Brighton e sete para o Liverpool, mas está em um momento de irregularidade. Não vence três vezes seguidas desde março e precisa somar mais alguns potinhos para garantir a vaga na Champions. A tabela não apresenta tantas dificuldades: West Ham (F), Wolverhampton (C), Bournemouth (F), Chelsea (C) e Fulham (C).
Erik ten Hag entrou com Anthony Martial no comando de ataque, o que deslocou Marcus Rashford o lado esquerdo. Decidiu improvisar na defesa, com Diogo Dalot na lateral esquerda e Luke Shaw como zagueiro. Fred ficou ao lado de Casemiro no meio-campo. Roberto de Zerbi aglomerou juventude na linha de frente, com Kaoru Mitoma, Julio Enciso e Facundo Buonanotte atrás de Danny Welbeck. Como em Wembley, foi um duelo equilibrado, com o United um pouco melhor no primeiro tempo.
A primeira chance foi criada aos dois minutos, com um bom passe de Bruno Fernandes para Antony, que ficou cara cara com o goleiro Jason Steele, mas bateu para fora. Oportunidade mais clara ainda foi a do Brighton, após Mitoma interceptar um passe ruim de Victor Lindelöf para Aaron Wan-Bissaka. Entrou livre na área e parou em De Gea, que havia saído bem para abafar. Sempre muito ativo nas finalizações, Antony recebeu uma bola boa de Martial dentro da área e bateu no lado de fora da rede.
Rashford também tentava e, depois de receber de Fernandes, deixou Caicedo para trás e buscou o canto mais próximo com a perna esquerda. Steele conseguiu fechar. O Brighton ameaçava um pouco mais de média ou longa distância, com alguns chutes um pouco tortos, mas o de Enciso, em boa tabela com Welbeck, passou perto da trave. Antes do intervalo, Martial teve mais uma situação clara para tirar o zero do placar, mas, em vez de bater cruzado, carimbou Steele.
O segundo tempo começou bastante pegado. Com muitas faltas dos dois lados, e um lance em que Casemiro poderia ter recebido o segundo cartão amarelo. Ao fim da batalha, o Brighton se estabeleceu como o melhor time. O Manchester United teve uma batida colocada perigosa de Bruno Fernandes, defendida por Steele, e Casemiro pegou uma sobra da entrada da área, não muito longe do ângulo. Mas quem controlava as ações eram os donos da casa.
A pressão se intensificou nos dez minutos finais. Solly March quase abriu o placar em uma fabulosa jogada individual. Arrancou do meio-campo, pela direita, e foi centralizando. Deixou Casemiro e Shaw para trás, antes de soltar um venenoso chute cruzado de perna esquerda, que passou perto da trave. Após outra ação de March, Mac Allister pegou de fora da área, e De Gea caiu no canto para defender. Os minutos finais seriam de abafa no Amex Stadium.
Após uma cobrança de escanteio, aos 50 minutos, Mitoma pegou a sobra, e Fernandes cortou quase em cima da linha. A bola seguiu viva, e o cruzamento da direita encontrou Moisés Caicedo no outro lado da área. Ele bateu forte, para uma grande defesa de De Gea. Parecia que o árbitro encerraria a partida ali, mas foi avisado pelo assistente de vídeo de um toque de mão de Shaw. O pênalti foi dado, Mac Allister cobrou com frieza, e a partida foi quase imediatamente finalizada.
Brighton
Man Utd



