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Com boa atuação de Odegaard e gol de Martinelli, Arsenal vira sobre o West Ham e segue firme na liderança

West Ham abriu o placar, mas volume de jogo do Arsenal foi grande demais e contou com Odegaard comandando as ações

O Arsenal deu um bom presente à sua torcida neste Boxing Day na Inglaterra e venceu o West Ham por 3 a 1, de virada. Embora tenha tomado o susto no primeiro tempo e saiu perdendo o jogo, os Gunners fizeram um excelente segundo tempo, com destaque para a atuação de Martin Odegaard. Capitão do time na partida, o camisa 8 foi o grande articulador do time, criando boas jogadas e fazendo bons passes. Bukayo Saka, que voltou da Copa do Mundo, foi outro que se destacou, com uma atuação bastante ativa e coroada com um gol.

O técnico Mikel Arteta teve que conviver com alguns desfalques, como Gabriel Jesus, machucado na Copa do Mundo. Outros também estavam em dúvida, como Emile Smith Rowe e Takehiro Tomiyasu, que acabaram também ficando fora do dos relacionados para o jogo. Os Gunners foram a campo no 4-3-3, enquanto o West Ham jogou no 4-2-3-1, com o brasileiro Lucas Paquetá como meia centralizado.

O começo do jogo foi muito bom para o Arsenal, que atacava mais. Logo aos quatro minutos, uma boa jogada tramada pelo meio com Martin Odegaard, que acionou Edward Nketiah e depois tocou para Bukayo Saka finalizar, no alto, e colocar a bola na rede. Só que o gol foi anulado: no passe de Odegaard para Nketiah, Saka toca na bola e, com isso, Nketiah ficou em posição de impedimento. Gol anulado.

Só que o futebol tem coisas curiosas. Mesmo com o jogo melhor do Arsenal, que pareceu estar mais perto de marcar, quem abriu o placar foi o West Ham. Aos 25 minutos, em contra-ataque, Jarrod Bowen entrou na área e William Saliba o derrubou. O árbitro Michael Oliver marcou pênalti. Said Benrahma cobrou no meio do gol e marcou: 1 a 0 para o West Ham.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o Arsenal trabalhou a bola e, em um passe de Gabriel Martinelli para o meio, Martin Odegaard chutou de primeira, em um chute bloqueado que os jogadores dos Gunners reclamaram de toque na mão. Michael Oliver acompanhou e apontou pênalti, mas o VAR o chamou para revisar e, pelas imagens, não foi possível ver toque na mão. Assim, o pênalti foi anulado. O árbitro encerrou o primeiro tempo logo depois.

Decidido a mudar o panorama da partida, o Arsenal voltou pressionando desde os minutos iniciais. Odegaard chutou de fora da área, mas pegou mal e acabou virando um passe para Saka, que dominou e tocou para o fundo do gol e marcou 1 a 1, aos sete minutos.

Era o que o time da casa precisava para tentar a virada. E ela não demorou a chegar. Aos 13 minutos, Saka ganhou a disputa pelo meio, Odegaard ficou com a bola, passou por Xhaka, que acionou Martinelli e o atacante brasileiro chutou no canto de Lukasz Fabianski, que foi mal no lance ao tomar o gol no seu canto: 2 a 1 para o Arsenal.

A partida já era muito favorável ao Arsenal e as coisas melhoraram mais aos 23 minutos. Depois de uma troca de passes na entrada de área, Ben White fez um bonito drible, sim, ele mesmo, zagueiro no ataque, tocou para Odegaard, que colocou para Nketiah dentro da área. O atacante fez um giro que matou a marcação e finaliza no canto: 3 a 1.

O segundo tempo do Arsenal era muito superior ao primeiro e o West Ham mal conseguia chegar ao ataque. O time de Arteta tocava a bola no campo de ataque e, mesmo sem fazer uma pressão imensa, continuava criando mais chances para fazer os gols.

O West Ham acabou fazendo um segundo tempo muito abaixo, incluindo o brasileiro Lucas Paquetá, em partida apagada. O time todo pareceu muito abaixo do que poderia. Fez o primeiro gol mais com uma dose de sorte do que por ter efetivamente construído. Faltou futebol e o placar acabou sendo justo.

São nove jogos sem derrota na Premier League, uma sequência excelente para o time e com os olhos na liderança: com 40 pontos, o time tem sete pontos a mais que o Newcastle, atual segundo colocado, e ainda tem um jogo a menos. São sete jogos e sete vitórias em casa dos Gunners, uma marca bastante significativa.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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