Premier League

Com ajuda do banco de reservas e gol contra, Arsenal arranca virada agônica contra o Wolverhampton

Um gol contra de José Sá aos 50 minutos do segundo tempo deu a importante vitória para o Arsenal no confronto direto por vaga na Champions League

O Arsenal estava perdendo para o Wolverhampton, em casa, até os 37 minutos do segundo tempo, resultado que o faria ser ultrapassado na tabela do Campeonato Inglês pelo adversário, mas dois substitutos saíram do banco de reservas para empatar e, no minuto final, Alexandre Lacazette forçou o gol contra de José Sá para dar aos Gunners uma emocionante vitória por 2 a 1.

Janeiro foi complicado para o Arsenal, com sérios problemas ofensivos, a transferência do ex-capitão Aubameyang para o Barcelona e resultados ruins, mas esta foi a terceira vitória consecutiva pela Premier League, e curiosamente a segunda sobre o Wolverhampton nessa curta sequência. O time de Mikel Arteta disputou apenas 24 rodadas, o que significa que tem boa chance de ultrapassar o Manchester United, atual quarto colocado, com um ponto a mais em 26 partidas.

Mas o bom Wolverhampton de Bruno Lage, jogando em um estilo parecido ao do seu antecessor, com muita força na defesa e preciso no ataque, fez o Arsenal suar pelos três pontos. Começou com um gol anulado por pouco de Romain Saïss e abriu o placar em um erro do brasileiro Gabriel Magalhães. Ele foi buscar um lançamento na esquerda e tentou o passe para Aaron Ramsdale ou Ben White. Não colocou força suficiente na bola, e Hee-Chan Hwang interceptou antes de bater para o gol vazio.

Raúl Jiménez poderia e deveria ter ampliado, aos 13 minutos, ao receber o bom passe de Daniel Podence na entrada da área e limpar a marcação com o domínio. Mas, de frente, bateu cruzado para fora. Um bloqueio importante de Saïss impediu o empate pelos pés de Odegaard, após uma linda jogada de Bukayo Saka, um dos mais criativos jogadores em campo. O Arsenal terminou o primeiro tempo atacando bastante, mas sem aquela sofisticação de passe para criar situações claras.

Podence fez outra mágica no começo do segundo tempo, com um passe perfeito para achar Hwang no espaço vazio entre os defensores do Arsenal. Ramsdale conseguiu fechar bem o ângulo e desviou o chute com a perna. Sá fez boa defesa em batida próxima de Lacazette, já na metade da etapa final, pouco antes de sair o gol de empate. Nicolas Pépé e Edward Nketiah foram as alternativas de Arteta para mudar o panorama do jogo. O segundo dominou o passe de Odegaard na linha de fundo e tocou para trás. Pépé dominou de costas, girou e bateu alto para empatar.

Pedro Neto teve uma boa chance de recolocar o Wolverhampton em vantagem logo na sequência, mas pegou mal o cruzamento rasteiro da esquerda, e mandou para fora. No quinto minuto de acréscimo, Saka fez uma linda jogada pela esquerda e bateu colocado. Sá espalmou para a bandeirinha de escanteio. Odegaard acionou Lacazette, que deu um toque esperto para Pépé, recebeu de volta e invadiu a área.

Pela direita, tentou um chute cruzado que com certeza iria para fora, se não fosse completado por ninguém no meio do caminho, mas a bola bateu na mão de José Sá, tentando interceptar o centro e, infelizmente para ele e para o Wolverhampton, cruzou a linha.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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