Premier League

Cinco minutos com Manuel Lanzini, do West Ham: “No Brasil aprendi muito um contra um”

Morar em Londres, jogar na mais badalada liga do planeta e em um clube com tradição e torcida apaixonada é um privilégio que Manuel Lanzini tem aproveitado nos últimos anos. O argentino, de 28 anos, joga pelo West Ham desde 2015, quando chegou do Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos. O time londrino vive uma grande temporada e briga pelos primeiros lugares na tabela, se intrometendo no chamado “Big 6”.

A Trivela conversou com exclusividade com o jogador, que já fez 153 partidas pelos Hammers, 22 gols e 23 assistências. O West Ham, que tem a Betway como patrocinadora, tenta o feito histórico de disputar a sua primeira Champions League da história. Na conversa, falamos sobre o momento do clube, o sonho da seleção, a passagem pelo Brasil e o futebol na pandemia. Confira a entrevista:

Trivela: O que mudou da temporada passada para esta?

Manuel Lanzini: Sim, mas sempre o futebol nos dá surpresas e este ano o West Ham tem uma mentalidade muito forte, estamos trabalhando muito bem defensivamente e isso está nos dando o que estamos conseguindo agora. Isso faz com que estejamos muito sólidos, isso é muito importante. Acho que isso será fundamental, como já está sendo, no campeonato.

Trivela: Algumas pessoas dizem que a Premier League do mundo. Você concorda com isso?

Manuel Lanzini: Concordo, porque tem uma intensidade que não se vê em outras ligas, para mim. Na verdade, eu falo com certa inexperiência, porque não joguei em outras ligas além da Premier League na Europa, mas pelo que se vê e pelo que se fala, é uma liga que têm muita intensidade. É preciso dar sempre 100%, nunca há uma partida que podemos dizer que vamos ganhar com facilidade. E se vê os resultados que qualquer equipe pode vencer outra. Por todas essas coisas, acredito que seja a melhor liga do mundo.

Trivela: Você jogou no Fluminense e já tinha jogado no River Plate. O que você aprendeu jogando no Brasil que você levou para a Inglaterra?

Manuel Lanzini: Muito um contra um. No Brasil, sentia que toda hora tínhamos que jogar no mano a mano, ver quem é melhor. Então essa experiência que eu encontrei aí eu pude aprender isso para desabrochar melhor o meu jogo e, com responsabilidade, poder jogar na Europa.

Trivela: Você ainda pensa em jogar na seleção argentina?

Manuel Lanzini: Sim, claro. Esse é o objetivo que tenho, poder voltar à seleção. Acredito que posso fazer tranquilamente se estou bem, sei que posso estar na seleção.

Trivela: Uma das coisas mais difíceis da pandemia são os estádios vazios. Como isso afeta os jogadores fisicamente, mentalmente?

Manuel Lanzini: É difícil. Veja, passamos um ano na pandemia e um pouco vamos nos acostumando. Mas a verdade é que é difícil, porque como jogador, gostamos de jogar com público, gostamos de escutar as pessoas, o som, o ambiente, são muitas coisas que os torcedores te dão. Não ter isso dá uma sensação de vazio. Espero que isso passe rápido, que se tome todas as prevenções que se queira tomar, e que eles possam voltar aos estádios, porque seria muito bom para todos.

Trivela: O treinamento mudou com a pandemia? Teve alguma influência para vocês?

Manuel Lanzini: No começo sim, era tudo muito incerto, então afetou muito. Agora seguimos as regras do governo e as regras da Premier League nos treinamentos e o protocolo e tudo que temos que fazer. Assim, estamos seguindo essas ordens.

Trivela: Qual é a sensação de jogar pelo West Ham, um time muito tradicional na Inglaterra?

Manuel Lanzini: Na verdade, desde o primeiro momento que vim para cá, a sensação foi magnífica, não só por vir a um clube tão importante na Inglaterra. Na verdade, o West Ham é um dos mais antigos e com mais história, mas também por vir para esta liga, que é a melhor do mundo, e podemos me consolidar aqui foi algo muito bonito para mim. Tento desfrutar ao máximo, porque os anos vão passando, mas eu tento aproveitar a todo momento.

Trivela: Muito obrigado, Mané. Agradeço o seu tempo e muita sorte.

Manuel Lanzini: Saludos! E saudações para toda a torcida do Fluminense! [risos]

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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