Premier League

Chelsea de Potter volta a mostrar força e passa pelo Aston Villa

Mount fez os dois gols, mas dividiu os holofotes com Kepa, que fez grandes defesas

Procurando alguma estabilidade depois de um começo complicado que culminou na demissão de Thomas Tuchel, o Chelsea de Graham Potter experimenta seus primeiros momentos de calmaria. Neste domingo (16), os Blues visitaram o Aston Villa e venceram por 2 a 0, com dois gols de Mason Mount.

O jogo foi condicionado a favor do Villa de Steven Gerrard, que concentrou a posse de bola ao longo da partida e esteve mais tempo no campo do adversário. Interessante notar também que os donos da casa tiveram o dobro de chances e chutes ao gol do Chelsea, mas saíram de campo zerados. A ineficiência ofensiva pode ser explicada pelas peças pouco qualificadas do plantel de Gerrard, que não conseguiu tirar do trio Leon Bailey, Ollie Watkins e Danny Ings um desempenho minimamente aceitável para somar pontos.

Equilibrado e mentalmente pronto para escalar novamente ao topo da Premier League, o Chelsea de Potter chegou pouco, mas sempre com muito perigo. Ainda que a partida estivesse aberta, os Blues tiveram frieza para definir quando surgia a oportunidade. A nota negativa fica por conta de Pierre-Emerick Aubameyang, que pareceu desconectado dos colegas ao longo dos 90 minutos.

O placar foi inaugurado por Mount, logo aos seis minutos, frustrando o Aston Villa, que por conta de sua posição na tabela, foi forçado a partir para cima em busca do empate. A espetada dos visitantes foi uma prova de que, mesmo que eles fossem empurrados para trás, uma hora o contragolpe iria entrar.

Se com a bola rolando a coisa estava difícil para o Chelsea, Mount fez questão de desatar os nós em uma cobrança de falta. Já no segundo tempo, quando tudo parecia estar se complicando para sua equipe, o meia teve muita inspiração para acertar um foguete no ângulo de Emiliano Martinez, que provavelmente nem viu a cor da bola.

O abafa do Villa não surtiu efeito. E muito disso se deve a Kepa Arrizabalaga. O arqueiro dos Blues fez uma defesa digna de Gordon Banks no primeiro tempo. Em cima da linha, pegou uma cabeçada à queima-roupa de Ings, que subiu já comemorando o gol certo. Foram outras seis defesas cruciais de Kepa até o fim do jogo, encurtando o caminho até a vitória, uma suada vitória longe de casa para o Chelsea.

Gerrard tentou alterar a postura do seu setor de meio-campo e promoveu a entrada de Philippe Coutinho, mas o brasileiro não conseguiu mudar a maré para os locais. O Villa perdeu ainda mais o ímpeto e foi murchando ao longo da etapa final, praticamente desistindo de buscar qualquer placar. Consciente disso, o Chelsea jogou a mesma bola das duas vitórias diante do Milan, na Liga dos Campeões: sem medo de gastar tempo e de esfriar o jogo quando tinha o resultado a seu favor.

O sinal de alerta está ligado no Villa Park: em 16o lugar, muito perto da zona de descenso, o time de Gerrard precisará se reforçar melhor na janela de inverno se quiser permanecer na elite. Ao Chelsea, um brinde: o caos instaurado desde o início do ano cessou. O time voltou a jogar bem e retomou a capacidade de controlar situações difíceis nas partidas. Em quarto lugar, ultrapassou o Manchester United e está onde deveria, dentro da zona de classificação para a Champions. Boa notícia para o novato Potter, que experimenta seus primeiros dias à frente de uma potência como o Chelsea.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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