Premier League

Chelsea busca improvável empate com o Villa e dá resposta após vexame no clássico

Após sair perdendo por 2 a 0 para o Aston Villa, Chelsea busca empate e quase vira fora de casa

Contra um dos melhores times do futebol inglês nessa temporada, o Chelsea deu uma resposta após tomar seis do rival Arsenal na última semana. Neste sábado (27), pela 35ª rodada da Premier League, os Blues tomaram 2 a 0 do Aston Villa, fora de casa, e buscaram o 2 a 2 em um segundo tempo quase perfeito no Villa Park. Mais do que o resultado, a equipe de Mauricio Pochettino dominou praticamente o jogo todo e chegou a virar o placar nos acréscimos, mas o gol de Axel Disasi teve uma falta antes da bola entrar. O time treinado por Unai Emery entrou para contra-atacar desde o início e recuou cedo demais após abrir a vantagem.

Desde o início, os londrinos tiveram a bola nos pés. Mas, em show de eficácia, o Villa precisou de poucos ataques para fazer dois em 40 minutos de jogo. Na primeira subida ao ataque, em uma posse de bola de paciência, Lucas Digne cruzou, John McGinn finalizou na área e um desvio de Marc Cucurella tomou o rumo das redes. Depois, foi a vez do promissor Morgan Rogers chutar rasteiro e colocar no cantinho, sem chance para Dorde Petrovic.

No segundo tempo, tudo mudou. Recuado e medroso, o Villa aceitou ser dominado e mereceu tomar o empate, iniciado em roubada de bola em cima de Douglas Luiz no campo de ataque. Conor Gallagher limpou a marcação, sofreu o pênalti, só que Noni Madueke pegou a sobra e marcou antes do juiz apitar.

Aos 36, o próprio Gallagher teve todo espaço do mundo para dominar e dar uma chapada perfeita no ângulo de Robin Olsen, que entrou no meio do jogo no lugar de Dibu Martínez. A pressão nos minutos finais foi impressionante e, no detalhe, o Chelsea não saiu com a vitória. Além do gol anulado, Cole Palmer, artilheiro do Campeonato Inglês com 20 gols, ficou na cara do goleiro Olsen, mas pecou na hora de finalizar.

O empate não ajuda nenhum dos dois. Em quarto, o Villa tem três jogos a mais que o Tottenham e pode ser ultrapassado se os Spurs tiveram aproveitamento perfeito nessas partidas. Os Blues, em nono, veem a chance de estar em uma competição europeia como uma realidade distante.

Villa tem eficácia impecável para sair vencendo no 1º tempo

Unai Emery faz um grande trabalho no Villa, por isso ganhou um novo contrato até 2027. A equipe tem repertório, sabe atacar de diferentes maneiras e o jogo de hoje foi um exemplo disso. No primeiro tempo, abrindo o placar muito cedo, eles se fecharam em duas linhas de 4, além de McGinne e Ollie Watkins mais a frente, e prontos para contra-atacar. Dá para dizer que recuaram demais e, até o segundo gol já no fim, só tinham ido ao ataque em duas tentativas com o artilheiro inglês, ambas bem defendidas por Dorde Petrovic. De toda forma, há muito mérito e se contar pela eficácia, foi um 2 a 0 justo na etapa inicial.

O Chelsea, com a bola por quase todo o tempo, mostrou a dificuldade que marca esta temporada. Quando encontra defesas mais fechadas e tem que fazer um ataque mais posicional no 3-2-5, é um tanto estático e tem dificuldades para criar. Por isso, a única oportunidade realmente clara só veio com 34 no relógio. Em jogadaça na esquerda, Cucurella cruzou na medida para Nicolas Jackson, completamente sozinho, cabecear no pé da trave.

Se houve algum destaque do lado azul foi o meio-campista Moises Caicedo. Ditando o ritmo, encontrou passes decisivos entre as linhas adversárias e poderia ter saído com uma assistência quando deixou Jackson na cara do gol para marcar. No entanto, o atacante estava impedido, e o VAR anulou o gol.

2º tempo é todo do Chelsea

O VIlla teve que voltar para o segundo tempo já com uma mudança importantíssima, com a saída de Emiliano Martínez e entrada de Robin Olsen.

O que mudou no Chelsea foi uma maior participação de Cole Palmer na etapa final, no restante seguiu dominando e por isso igualou o placar. Antes dos gols, Madueke já tinha feito uma grande jogada partindo da ponta direita, limpando Digne e batendo para fora.

O time da casa voltou muito recuado para o segundo tempo, o que explicou em parte a melhora do adversário. A primeira finalização só veio com 27, quando Watkins, sempre ele, finalizou e Petrovic defendeu. O artilheiro do clube de Birmighan também teve uma chance nos minutos finais, só que bateu torto por cima do gol. Foi basicamente isso, uma queda enorme desempenho dos Villans de uma parte para outra.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
Botão Voltar ao topo