Chelsea bate Crystal Palace no final e dá a largada para maratona de jogos decisivos
Ziyech apareceu para dar a vitória aos Blues, que se preparam para nova semana de desafios
Recém-coroado campeão mundial de clubes, o Chelsea está se dividindo entre várias competições. Neste sábado, os Blues entraram em campo desfilando o escudo da Fifa no peito e venceram o Crystal Palace por 1 a 0. Resultado magro, mas que serve para começar bem uma sequência difícil de jogos decisivos.
A agenda do Chelsea é das mais atribuladas dos últimos anos. O time de Thomas Tuchel, que conquistou o Mundial de Clubes da Fifa no sábado passado contra o Palmeiras, teve o clássico contra o Palace no Selhurst Park como compromisso doméstico, mas não exibiu seu melhor futebol. Nesses momentos de muita exigência física, o elenco qualificado dos Blues desequilibra jogos, mesmo que no detalhe.
É verdade que Tuchel conseguiu uma semana de descanso desde o título mundial, mas os próximos dias serão cruciais para a ambição do clube na temporada: na terça, os Blues pegam o Lille pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. No domingo, enfrentam o Liverpool pela final da Copa da Liga Inglesa. E a tendência é afunilar cada vez mais caso o time vá longe em outras frentes.
O destaque inusitado da partida, ao menos para o público brasileiro, foi a presença de John Textor, acionista majoritário do Botafogo. O logo da equipe carioca apareceu algumas vezes nas placas de publicidade, como maneira de estreitar relações entre o Palace e o Glorioso, que possuem o mesmo mandatário. O contexto é que é meio bizarro: trata-se de um filtro do Botafogo para ser usado em redes sociais pelo público inglês. Mas tudo bem. O que importa é internacionalizar a marca.
Falando de bola, o arqueiro Vicente Guaita vinha sendo o destaque do Palace, com um número relevante de boas defesas, mas acabou substituído por lesão no intervalo. O Chelsea apertou bastante para abrir o placar, embora só tenha conseguido marcar nos minutos finais. Dentro da sua área, Edouard Mendy sequer foi incomodado nos 90 minutos, passando sem ser vazado mais uma vez.
Se o ataque do Palace não incomodava, o do Chelsea também sofria: Romelu Lukaku ficou isolado demais para marcar e também não teve uma tarde muito feliz, tendo um gol anulado por impedimento e poucos toques na bola. Coube ao marroquino Hakim Ziyech encaminhar a vitória: graças a um belo cruzamento de Marcos Alonso e uma furada da defesa, Ziyech pegou de primeira no cantinho da área e fez.
Sem brilho, sem acelerar demais, mas sem ansiedade. O Chelsea se mantém na briga com o Liverpool e firme na zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões. A distância para o vice-líder, seu oponente na final do próximo domingo, é grande demais para se preocupar. Tuchel faz bem em poupar forças para visar o grande objetivo, que é reter o título europeu. Ainda falta muito chão para isso, é verdade. Enquanto a tão sonhada terceira taça continental não vem, o Chelsea vai conquistando outras. O Liverpool que se prepare.
Pelo lado do Palace, nada de novo sob o sol. Elenco médio, com bons nomes, mas que não conseguem agregar muito à campanha. Pelo menos os Eagles não brigam para permanecer na elite. A disputa é e deve continuar sendo pelo infame pelotão onde nada de relevante acontece. Há quem se contente.



