Deixar a paixão da muralha amarela para jogar em frente à muito mais comedida torcida no Estádio Etihad não é exatamente uma diferença pequena. Gundogan viveu essa mudança ao sair do Borussia Dortmund para defender o Manchester City em 2016. E, depois de uma experiência de vários anos em diferentes ambientes, não hesita ao dizer que o Signal Iduna Park “é o melhor estádio da ”.

O meio-campista dos Cityzens foi convidado ao podcast da revista alemã Kicker em parceria com o DAZN. Nele, falou de planos para o futuro, mas também olhou ao passado, comentando suas impressões na diferença de culturas de torcida em Alemanha e Inglaterra. Para ele, o cenário de torcidas organizadas da primeira é um complemente ao .

“Joguei em Dortmund durante anos e posso dizer que (o Signal Iduna Park) é o melhor estádio na Europa. Existe essa cena dos , você sempre tem uma em que dezenas de milhares de pessoas pulam e gritam. Isso dá certo sabor ao esporte.”

Talvez alguns de seus companheiros de City ou comentaristas da inglesa não irão gostar, mas Gundogan afirmou que, na Inglaterra, o ambiente dos estádios é quieto “como uma ópera”. Os alemães, segundo eles, têm sangue muito mais quente em relação a futebol.

“Na Inglaterra, (o ambiente dos estádios) é quieto como uma ópera. Existem muito menos reações negativas nos estádios ingleses. Eu raramente ouvi vaias ao meu próprio time. Você vê isso de forma relativamente frequente na Alemanha. Tenho a impressão de que as pessoas na Inglaterra são um pouco mais relaxadas.”

Há três anos e meio na Premier League, Gundogan não descarta atuar em outras ligas. Para ele, apenas dois destinos estrangeiros interessariam se seu objetivo fosse se manter em uma disputa de alto nível.

“Se fosse para eu dizer que quero sair e continuar jogando no mais alto nível, só Espanha ou seriam uma opção para mim. A Itália está em ascensão, se tornou tentadora novamente, e espero que os estádios se encham novamente”, analisou.

Aos 29 anos e sem planos concretos a longo prazo, o meia ainda é capaz de contribuir e fazer a diferença em competições de grande porte. Porém, diz que, se lá pra frente já não estiver mais em seu melhor, está aberto a experiências em ligas menores.

“Quando eu tiver 32, 33 anos e perceber que não consigo manter meu nível ou que estou decaindo, será uma passagem em uma liga estrangeira, em que talvez você não jogue no mais alto nível e não possa acompanhar a Premier League. (…) Lugares como os Estados Unidos são definitivamente uma alternativa. Também por causa da vida que se tem lá e por outras oportunidades.”

Por ora, Gundogan não vai a lugar algum. No começo da atual temporada, estendeu seu vínculo com o City até 2023. A expectativa é de poder aumentar a galeria de títulos com o clube, pelo qual já conquistou duas Premier Leagues, uma Copa da Inglaterra e duas Copas da Liga Inglesa.