Premier League

Burnley trancou a porta e jogou a chave fora para arrancar empate diante do Chelsea

O Burnley é um dos times mais chatos para se enfrentar na Premier League. Tecnicamente, passa longe de ser brilhante. Talvez seja o extremo oposto do que é o Manchester City, um time absolutamente técnico. Em certo aspecto, é bem diferente do Chelsea também. E em um jogo com um início muito movimentado, o Burnley segurou o Chelsea e empatou por 2 a 2 em Stamford Bridge, frustrando a torcida. Um ponto importante para o Burnley, que praticamente assegura sua permanência na Premier League. Já o Chelsea perdeu a chance de melhorar sua classificação, mas mantém a quarta posição.

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Logo a cinco minutos, na pressão inicial do Chelsea, o Chelsea perdeu uma grande chance. Eden Hazard lançou Gonzalo Higuaín, que se movimentou bem na área, recebeu e tocou por cima do goleiro Heaton. Em cima da linha, o zagueiro salvou.

Como um castigo, logo em seguida o Burnley abriu o placar do jogo, aos sete minutos. Em um escanteio, Azpilicueta afastou para fora da área, mas Jeff Hendrick, livre, pegou a sobra, de primeira, ainda no alto, e acertou o canto de Kepa: 1 a 0.

Só que o Chelsea não demorou a igualar o marcador. Antes do relógio completar 12 minutos, o placar estava em 1 a 1. Loftus-Cheek arrancou do meio-campo, que tocou na ponta esquerda para Hazard. O camisa 10 driblou e entornou Matthew Lowton e tocou para o meio onde N’Golo Kanté, que se desmarcou durante a jogada do belga, chutasse para marcar o gol de empate.

Embalados, os Blues aproveitaram a onda para virar, antes de chegarmos aos 14 minutos. XJorginho tocou para Higuaín, que fez um lindo giro, a bola sobrou para Azpilicueta, que tocou de letra de volta para Higuaín. O camisa 9 chutou com raiva, violentamente, no alto, e estufou a rede: 2 a 1 para os mandantes em Stamford Bridge.

Era de se imaginar que o Chelsea deslanchasse a partir daí. Só que o que acabou acontecendo foi um novo empate no jogo. Aos 24 minutos, cobrança de falta da intermediária ofensiva, o Burnley levantou a bola na área, o zagueiro Bem Mee tocou de cabeça para o meio, Chris Wood também tocou de cabeça, a bola foi até a segunda trave para Ashley Barnes completar para o gol e empatar: 2 a 2. Foi o 10º gol do atacante na Premier League.

Com 25 minutos de tantos gols, era esperado até que o jogo tivesse ainda mais bolas nas redes, mas não foi o que aconteceu. Durante o segundo tempo, tivemos dois momentos distintos. No começo, o Burnley teve algumas chances em excelentes contra-ataques armados pelo time de Sean Dyche. Em um deles, o atacante Chris Wood se enrolou com a bola – poderia ter batido com a pernas esquerda, mas não pareceu confiar no próprio taco tentou ajeitar para a direita, se enrolou e perdeu quando tentou tocar.

O Chelsea, com amplo domínio da posse de bola, tocava, tocava, tocava e buscava espaços que o Burnley, sempre entrincheirado, não oferecia. Não dá para dizer que o time de Maurizio Sarri não tentou. Com o passar dos minutos e a possibilidade de conquistar um ponto no horizonte, o Burnley, um time acostumado a se defender muito bem, tratou de recolher seus jogadores. O Chelsea chegou a ficar quatro minutos sem conseguir fazer uma jogada no terço final do campo.

Antes do fim do primeiro tempo, o técnico do Chelsea já tinha trocado Callum Hudson-Odoi por Pedro, por lesão. Na volta do intervalo, N’Golo Kanté deu lugar a Mateo Kovacic, de modo a tornar o time mais criativo. Durante o segundo tempo, Sarri trocou um centroavante por outro, sacando Higuaín e colocando Olivier Giroud. O argentino saiu de campo furioso. Sentou no banco e chutou garrafinhas, demonstrando insatisfação com a substituição.

O Chelsea chutou muito a gol, é verdade, 22 vezes. Apenas nove deles no gol. A posse de bola foi arrebatadora, 76,3% a 23,7%, segundo dados da Opta. Foram impressionantes 683 passes. Só que o Chelsea não conseguiu superar a boa defesa do Burnley, que passou sufoco, é verdade, mas conseguiu bloquear bastante a sua área. O Burnley conseguiu condicionar os Blues a tocarem a bola mais defensivamente. Tanto que os jogadores com mais passes no jogo foram Andreas Christensen (87), David Luiz (81), Jorginho (80), Emerson (77) e Cesar Azpilicueta (72). Só depois aparece um jogador de campo de ataque, Hazard, com 65 passes.

O empate leva o Chelsea a 67 pontos, mesma pontuação que o Tottenham, mas atrás no saldo de gols. O Arsenal é o quinto, 66 pontos, enquanto o Manchester United, sexto, tem 64 pontos. São esses os times que brigam para chegar à próxima Champions League. O Burnley só não está garantido na Premier League por uma formalidade. Tem 40 pontos, 15º, nove à frente do Cardiff, 18º. Como restam três rodadas, o time de Sean Dyche só não está garantido porque ainda é teoricamente possível que o Cardiff tire a diferença no saldo, que atualmente está em 35 gols negativos no Cardiff e 18 negativos para o Burnley.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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