Parecia que chave havia virado. O emendara duas grandes atuações contra Tottenham e West Ham, e havia jogado bem mesmo na derrota para o Manchester United pela Copa da Inglaterra, mas, nesta quarta-feira, voltou a parecer o time que passou quatro rodadas sem marcar pela Premier League e foi punido com a sua segunda derrota seguida em casa pela liga inglesa, ao mesmo tempo uma vitória gigantesca do , por 1 a 0.

Foi a primeira vez desde que subiu que o Brighton conseguiu derrotar dois adversários do Big Six em sequência (venceu o Tottenham no fim de semana) e, mais importante até, não ganhava duas rodadas consecutivas pela Premier League desde o começo de novembro de 2019. São seis pontos importantes para garantir presença na elite para a temporada seguinte e também para solidificar o trabalho de Graham Potter, que sempre colocou o Brighton para jogar um bom futebol, dentro das suas limitações, e raramente conseguia resultados para ratificá-lo.

Sem Sadio Mané, e com atuação especialmente ruim de Mohamed Salah, o Liverpool mal conseguiu ameaçar o Brighton. Foram apenas 11 finalizações, uma única no alvo, ao longo dos 90 minutos. Foi até pior nos primeiros 45, quando o Brighton já esboçava causar problemas. Não chegou a criar muitas chances claras, mas defendeu muito bem e, quando ia para frente, causava alguns sustos.

Um dos pontos negativos da temporada do Liverpool tem sido a fragilidade defensiva de Alexander-Arnold. Não é novidade, mas era mais fácil minimizá-la quando o ataque compensava com três ou quatro gols. Ela voltou a aparecer aos 11 minutos do segundo tempo, quando o lateral direito apenas assistiu a Dan Burn ajeitar de cabeça para a boca do gol, onde Steven Alzate e Leandro Trossard disputaram quem faria o gol – acabou ficando com o primeiro.

O gol do Brighton colocou um pouco de fogo na partida. Klopp colocou Origi e Oxlade-Chamberlain nas vagas Shaqiri e Wijnaldum. Houve mais volume da parte do Liverpool, nem tanto qualidade. Muitos cruzamentos afobados de Arnold e finalizações de baixa probabilidade. Quem realmente ficou mais próximo do segundo gol foi o Brighton.

Aos 29 minutos, Pascal Gross mandou no canto, para ótima defesa de Kelleher, substituto de Alisson, doente. Henderson conseguiu um desarme perfeito para impedir que Ben White marcasse no rebote. Depois, Trossard fez a festa pelo lado esquerdo, Kelleher conseguiu outra boa defesa, e a zaga afastou a sobra.

O Liverpool pressionou até o fim, sem muita criatividade. Como tem sido mais regra do que exceção desde a goleada sobre o Crystal Palace. É possível, até provável, que ainda recupera certa regularidade nesta temporada, mas está ficando cada vez mais tarde demais para brigar pelo título. O City tem um jogo a menos e, se vencê-lo, abriria dez pontos de vantagem. E ainda tem um confronto direto no próximo domingo que pode ser definidor para temporada do atual campeão inglês.

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