Premier League

Ataque do Chelsea é ineficiente mais uma vez, e Wolves ganham de Natal o fim do jejum de vitórias

O Wolverhampton aproveitou as muitas chances perdidas pelo Chelsea e voltou a vencer pela Premier League após cinco partidas

Os fãs do futebol inglês foram presenteados nesta véspera de Natal com um movimentado e divertido confronto entre Wolverhampton e Chelsea neste domingo (24), no Molineux Stadium, pela 18ª rodada da Premier League. Os Wolves levaram a melhor, venceram por 2 a 1 e garantiram uma verdadeira noite feliz para seus torcedores, mas verdadeiro destaque da partida foi mesmo o novo desempenho ruim do ataque dos Blues.

O Chelsea criou duas boas oportunidades no primeiro tempo, mas não converteu nenhuma. Já o Wolverhampton voltou melhor do intervalo e abriu o placar com Mario Lemina, de cabeça. Os visitantes voltaram a ter grandes chances, mas também não aproveitaram e viram Matt Doherty ampliar para os donos da casa no início dos acréscimos. No fim, Christopher Nkunku diminuiu e marcou seu primeiro gol pelo clube justamente em sua primeira aparição na Premier League, mas já era tarde.

Com o resultado, o Wolverhampton chegou a 22 pontos e assumiu a 11ª colocação na tabela. O time comandado por Gary O'Neil não vencia há cinco partidas, vindo de quatro derrotas e um empate. O Chelsea, por sua vez, está em décimo lugar com os mesmos 22 pontos e somou sua quarta derrota consecutiva fora de casa. Importante ressaltar que a equipe de Mauricio Pochettino é quem mais desperdiçada grandes oportunidades na Premier League segundo o Sofascore, com 36 até aqui.

Primeiro tempo movimentado, mas sem gols

O primeiro tempo terminou sem gols no Molineux Stadium, mas não faltaram oportunidades. O Chelsea começou melhor e foi quem teve as primeiras boas chegadas da partida. Aos dez minutos, Malo Gusto tabelou com Raheem Sterling, avançou em velocidade pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área, onde Armando Broja tentou finalizar de primeira, furou e desperdiçou enorme chance.

Já aos 31, Sterling desarmou o brasileiro João Gomes no campo de ataque, arrancou em velocidade totalmente sozinho até a área e ficou de frente para o gol, mas chutou em cima do goleiro José Sá.

O Wolverhampton, por sua vez, dominou a reta final da primeira etapa e enfim conseguiu levar perigo. Na melhor chance, aos 43 minutos, Hee-chan Hwang recebeu grande lançamento pela direita, venceu a corrida contra os zagueiros visitantes e bateu de primeira dentro da área, mas não pegou bem na bola e mandou por cima da meta de Dorde Petrović. Nos acréscimos, o Chelsea ainda tentou ir para o intervalo em vantagem com Cole Palmer arriscando da entrada da área, mas também pegou embaixo demais na bola e errou o alvo.

Wolves abrem boa vantagem, Chelsea perde ainda mais chances e diminui no fim

O Wolverhampton manteve o mesmo ritmo do fim do primeiro tempo nos primeiros minutos da segunda etapa. Logo no primeiro minuto, Thiago Silva vacilou e perdeu a bola para Hee-chan Hwang, que deu um carrinho na entrada da área para João Gomes bater de pé direito e levar perigo com desvio na marcação. Antes de sair pela linha de fundo, a bola ainda raspou na trave direita de Petrović.

O goleiro do Chelsea, inclusive, fez grande defesa no lance seguinte, salvando a cabeçada de Toti Gomes na segunda trave após cruzamento de João Gomes pela direita. No rebote, Pablo Sarabia só não marcou porque foi bloqueado por Axel Disasi.

Não demorou para os Wolves abrirem o placar. Aos cinco minutos, Sarabia levantou em cobrança de escanteio pelo lado direito e Mario Lemina aproveitou, conseguindo vencer a disputa pelo alto mesmo com a área lotada de gente e acertando o canto direito de Petrović, que nada pôde fazer a não ser olhar a bola morrer no fundo de sua rede.

Depois de ficar em desvantagem, o Chelsea retomou as rédeas da partida e bombardeou o gol do Wolverhampton, mas o ataque visitante realmente não estava em um dia inspirado. É verdade que também faltou um pouco de sorte, como no chute de Christopher Nkunku aos 17 minutos que Toti afastou em cima da linha ou na finalização cruzada de Sterling de dentro da área aos 20 que Craig Dawson cortou para escanteio com um carrinho preciso.

Os Blues ainda tiveram uma última oportunidade de empatar o jogo aos 38 minutos, mas Nkunku não conseguiu cabecear com força em um lance um tanto quanto esquisito na área e facilitou a defesa de José Sá.

Como o árbitro David Coote deu 11 minutos de acréscimos, parecia que o Chelsea iria com todo para o ataque e daria ainda mais emoção para o confronto, mas foi o Wolverhampton quem marcou primeiro na reta final. Após recuperar a bola pela esquerda, Hugo Bueno tabelou com João Gomes, invadiu a área e tocou para trás. Benoît Badiashile não conseguiu cortar e a bola sobrou limpa para Matt Doherty finalizar com muita categoria no canto esquerdo de Petrović.

Ainda deu tempo dos visitantes diminuírem três minutos depois. Nkunku apareceu livre na pequena área e deu apenas um leve desvio de cabeça depois de cruzamento de Sterling pela direita para acertar a bochecha direita do gol de José Sá, mas já era tarde demais para o Chelsea tentar empatar.

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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