Premier League

Arsenal sobreviveu a uma meia hora nervosa para bater o Crystal Palace

A expulsão de Tomiyasu permitiu a pressão dos donos da casa, mas o vice-campeão inglês venceu a segunda na Premier League

O Arsenal chegou à segunda rodada do Campeonato Inglês com 100% de aproveitamento e, se mesmo as melhores campanhas têm as vitórias impositivas e as apertadas, a desta segunda-feira contra o Crystal Palace foi certamente da segunda categoria. O placar foi apertado, apenas 1 a 0, gol de pênalti de Martin Odegaard, e a expulsão de Takehiro Tomiyasu garantiu que a meia hora final fosse de nervosismo e pressão para os visitantes no Selhurst Park.

Palace trava o Arsenal

Desde as 10 rodadas da última Premier League, quando recontratou Roy Hodgson, o Palace recuperou um nível de desempenho que, se não enche os olhos, é eficiente e costuma mantê-lo confortavelmente longe da zona de rebaixamento, de vez em quando encaixando algumas zebras. A estratégia é bem simples: defender com solidez e tentar ameaçar nos contra-ataques, com a velocidade de seus pontas e meias-atacantes, como Eberechi Eze. A primeira parte funcionou antes do intervalo. A segunda, nem tanto.

O Arsenal manteve quase 70% de posse de bola, mas teve dificuldades para encontrar espaços. Mikel Arteta escalou Kai Haverz novamente no meio-campo, com Eddie Nketiah substituindo Gabriel Jesus no comando de ataque. A ideia era boa para enfrentar um time organizado defensivamente que defenderia bem atrás. Não gerou tantos resultados, em parte porque Nketiah perdeu duas boas chances.

Aos 29 minutos, recebeu dentro da área, deixou Joachim Anderson para trás e, segurando Marc Guéhi no corpo, acertou o pé da trave. Pouco depois, recebeu um ótimo passe de Rice, invadiu a área, tentou tocar por cima na saída do goleiro Sam Johnstone e acabou isolando. Odegaard conseguiu exigir uma defesa do goleiro do Palace nos minutos finais de um primeiro tempo bem travado. O ponto positivo para o Arsenal é que, defensivamente, sofreu muito pouco.

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Martinelli foi esperto, Tomiyasu, não

Logo no começo do segundo tempo, Martinelli cobrou uma falta rápida pela meia direita e pegou o Palace desprevenido. Nketiah chegou na bola antes do goleiro Johnstone, que o derrubou. O árbitro David Coote marcou pênalti, após checagem do assistente de vídeo por uma possível falta de ataque. A infração foi confirmada, e Martin Odegaard colocou o Arsenal na frente.

A vantagem foi fruto de um lance de esperteza de Martinelli. Thomas Partey até fez Johnstone trabalhar novamente à média distância, mas será que o Arsenal teria mais espaços após abrir o placar? Nunca saberemos a resposta porque Tomiyasu levou dois cartões amarelos em um intervalo de sete minutos. O primeiro por enrolar em uma cobrança de lateral, ainda com meia hora no relógio. O segundo por uma leve puxada na camiseta de Ayew.

A expulsão mudou o cenário do jogo. Arteta reagiu com a entrada de Gabriel Magalhães na vaga de Martinelli. E continuou trocando atacantes por jogadores defensivos ou de meio-campo – Nketiah por Jorginho e Saka por Jakub Kiwior. Geralmente uma equipe de contra-ataque, o Palace terminou o segundo tempo com mais de 60% de posse de bola, mas, para variar, pecou no poder de fogo. Fazer gols costuma ser o seu grande problema, mesmo quando ainda contava com Wilfried Zaha.

Eze encaixou uma boa jogada individual, costurando Declan Rice e Partey dentro da área. Houve um toque por baixo que levou o meia-atacante inglês a pedir pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Odsonne Édouard, que deixou todos os seus gols ao norte da fronteira entre Escócia e Inglaterra, errou uma cabeçada dentro da área, em boa situação. E nos acréscimos, Tyrick Mitchell pegou um rebote de Ramsdale pela esquerda e colocou apenas um pouco acima do travessão.

O Arsenal se segurou e sobreviveu a cerca de meia hora de pressão do Palace para se juntar a Brighton e Manchester City como os únicos times da Premier League que venceram as duas primeiras rodadas da nova temporada.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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