Premier League

Arsenal aumenta a desgraça do Tottenham em uma atuação que faz o torcedor sorrir

Diante do seu maior rival, o Arsenal mostrou um ótimo futebol, com destaque a Smith Rowe e Saka, dois jovens destaques

O Arsenal aumentou os problemas e as fragilidades do Tottenham e aumentou a crise no rival. Em um Emirates cheio, os Gunners venceram por 3 a 1, em uma grande atuação do seu jovem time. Emile Smith Rowe e Bukayo Saka, dois dos jovens do time, brilharam. A atuação de alto nível dá moral aos jogadores, torcedores e ao técnico, Mikel Arteta.

Do outro lado, Nuno Espírito Santo sente a pressão aumentar. O time mais uma vez rendeu mal, com seus principais jogadores parecendo se esforçar muito, mas sem ter um time coeso. As mudanças frequentes são típicas de quem está buscando um caminho, mas ser nocauteado assim pelo maior rival tem um preço alto.

Primeiro tempo avassalador

Logo a 11 minutos, Martin Odegaard abriu para Saka na direita. O camisa 7 foi até o fundo, tocou rasteiro para o meio e Smith Rowe completou para o gol para marcar 1 a 0. Muita comemoração dos garotos do Arsenal no Emirates. Um gol em clássico é sempre especial.

Os problemas do Tottenham aumentaram aos 26 minutos. Um contra-ataque rápido que começou com Pierre-Emerick Aubameyang tocando de primeira para Smith Rowe descer como um foguete pelo lado esquerdo, entrar na área e tocar para o meio. O próprio Aubameyang tocou de primeira, de pé esquerdo, e tirou do alcance de Hugo Lloris: 2 a 0.

Só que isso não era tudo que o Arsenal tinha. Em mais um contra-ataque rápido aos 33 minutos, Saka recebeu na ponta direita, partiu para cima da marcação, driblou para o meio e chutou, mas a bola foi travada por Harry Kane (sim, ele), mas a bola sobrou para ele mesmo que, dentro da área, finalizou de pé direito para colocar no fundo da rede: 3 a 0. Contagem aberta no Emirates.

Tentativa de reação

No segundo tempo, Nuno Espírito Santo mexeu no time. Tirou Dele Alli e Japhet Tanganga e colocou Oliver Skipp e Emerson Royal, dois jogadores para tentar tornar o time mais ofensivo e mais efetivo, especialmente. O time melhorou. O Arsenal tentava manter o controle do jogo, mas logo o Tottenham passou a atacar mais.

Um dos motivos do Tottenham não render muito bem é que Harry Kane também não está bem. Além dos ajustes táticos que o novo técnico tem feito, o seu principal atacante disse com todas as letras que queria deixar o clube, não houve o negócio que ele queria com o Manchester City e ele ficou, a contragosto, mas ficou. Foi com ele que o Tottenham teve a sua primeira grande chance na segunda etapa, recebeu frente a frente com o goleiro Aaron Ramsdale e tocou, mas mandou para fora. Errou o alvo em um lance que normalmente ele faz.

A torcida no Emirates estava em êxtase. Quando o Arsenal descia ao ataque, os torcedores começaram a gritar “olé”, deixando os jogadores do Tottenham um pouco mais nervoso. Foi assim que Oliver Skipp tomou um cartão amarelo. O árbitro parou bem o jogo para esfriar as coisas.

Últimas tentativas

Quem assumiu as rédeas de ser o grande jogador do Tottenham foi Son Heung-min. O atacante sul-coreano tem sido o principal jogador com sobras. Desta vez, foi ele quem tirou o zero do placar dos Spurs, mas só aos 34 minutos. Em uma jogada que Bryan Gil brigou muito pela bola, conseguiu o passe para Sergio Reguilón e o lateral cruzou rasteiro para o meio da área, Son bateu firme na bola, Ramsdale ainda tocou nela, mas não impediu o gol. O placar foi reduzido a 3 a 1, mas seria uma missão difícil mudar muito o placar.

Mesmo assim, o Tottenham seguiu tentando. Buscou o gol, mas parecia sem saber como fazer isso. Tentou algumas vezes, até ameaçou, mas o placar ficou mesmo inalterado a partir dali. Os Gunners conseguem uma grande vitória. Grande porque é o maior rival, grande porque a atuação foi imensa, grande porque alguns dos seus principais jogadores, jovens como são, assumiram um protagonismo importante na equipe. Aubameyang, por mais que seja o capitão do time e tenha até feito um gol, foi um coadjuvante no jogo. Isso não é ruim ao Arsenal, ao contrário. Quer dizer que o time melhorou.

Falta conseguir ter esse tipo de atuação de forma mais frequente e contra times que não estão despedaçados, como o Tottenham – não em lesões, mas em formação de equipe mesmo. Os Gunners têm sofrido contra muitos adversários diferentes. Mas há bons jogadores para ter nível de atuação mais alto. Mikel Arteta sabe disso e sabe que o holofote está nele para entregar um desempenho melhor. Ninguém espera que o time conquiste o título da Premier League na temporada. Mas que ao menos brigue por uma vaga na Champions seria muito importante.

O Tottenham é um time bagunçado atualmente. Não se sabe muito bem qual será o estilo. O Wolves de Nuno era muito diferente dos Spurs que chegaram à final da Champions League em 2019. É mais parecido com o Tottenham de Mourinho, que acabou demitido. Até aqui, ainda não dá para ver qual é a cara do Tottenham. Esse é um problema sério para um novo técnico. Suas ideias precisam começar a transformar os Spurs em uma equipe mais coesa, com ideias mais claras. Porque algumas vitórias vieram, mas o time tem sido facilmente atropelado por rivais, como já foi com Chelsea e Arsenal. Será preciso melhorar bastante.

Veja os melhores momentos do jogo:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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