Em meio a uma crise de imagem depois de levar garotas para a concentração da seleção inglesa na Islândia, quebrando protocolos do país, e ao consequente escrutínio da imprensa, Mason Greenwood teve uma primeira metade de temporada decepcionante, especialmente quando contrastada com sua campanha passada, a primeira completa como profissional. Agora de contrato recém-renovado até 2025, o atacante de 19 anos espera reencontrar seu melhor nível e conta com dois mestres de renome para isso: e .

Em entrevista coletiva, Greenwood deu a entender que a resolução de sua situação contratual lhe deu um foco renovado, e seu objetivo imediato é retornar ao nível de atuação que apresentou em 2019/20, quando marcou 19 gols. Em comparação, fez apenas quatro gols em 29 jogos em 2020/21, maioria deles saindo do banco, nesta temporada.

“Estou aqui desde os sete anos, e é o lugar em que quero estar, o time em que quero jogar, então espero que eu possa voltar aos padrões em que eu estava na temporada passada. Estou trabalhando duro nos treinos todos os dias, com todos os treinadores e tal, então espero voltar a este nível logo. É um desafio, de verdade, depois da primeira temporada. (…) Na segunda temporada, os times tentam te acompanhar, então você precisa ter mais alguns truques na manga e, é claro, fazer o máximo que você pode”, afirmou.

Para sua sorte, Greenwood conta em seu dia a dia com duas figuras que conhecem bem o caminho do gol: seu treinador, Ole Gunnar Solskjaer, e o atacante Edinson Cavani. Especialmente deste último, o garoto tem tentado tirar o máximo de aprendizados possível.

“Eles foram dois jogadores fantásticos. O Edi ainda está jogando e, obviamente, ainda é um jogador fantástico. É bom ter os dois por perto nos treinos, nas sessões de finalização. Tenho observado o Edi, que é um atacante de altíssimo nível, vendo seus movimentos, a maneira como ele cabeceia a bola, como ele se coloca nas posições certas. É sempre bom ter um jogador assim. Com o Ole como treinador, é claro que é bom ouvi-lo e ver o que ele tem a dizer sobre a finalização. Então é muito positivo ter os dois por perto.”

Ao longo de sua trajetória nas categorias de base, Greenwood se destacou como um atacante mais avançado, matador, capaz de finalizar com as duas pernas. Na equipe principal, o camisa 11 jogou, na maior parte do tempo, como ponta pela direita, o que de certa forma limita seu repertório. Ainda assim, vivendo apenas seu início de carreira, não quer falar em preferência. Contanto que esteja em campo, já está satisfeito.

“Não me importo (com a posição em que sou escalado). Posso jogar em qualquer lugar dos três da frente: na direita, na frente, às vezes até na esquerda. Para mim, se trata de se adaptar a qualquer posição em que te mandem jogar. Na frente ou na direita, não me importo, na verdade. Aceito como for.”

Recentemente, Ole Gunnar Solskjaer afirmou que Greenwood superou sua fase ruim e que, pouco a pouco, o jogador tem recuperado seu futebol. A ausência do camisa 11 da lista de relacionados de vários jogos na temporada, enquanto era titular na passada, sugere que mesmo o desempenho nos treinos vinha deixando a desejar. Como alguém com enorme potencial, é positivo que o atacante pareça estar reencontrando seu melhor caminho.