Premier League

Após dois meses sem vencer, o West Ham travou o Chelsea e conquistou grande triunfo

David Moyes assumiu uma bomba. Pegou um West Ham com desempenho fraquíssimo na Premier League, sem render sob as ordens de Slaven Bilic desde a temporada passada. E as cobranças para uma reação, com o time na zona de rebaixamento, eram enormes. Os três primeiros jogos estiveram distantes de satisfazer, com derrota para o Watford, empate contra o Leicester e goleada sofrida diante do Everton. Na rodada passada, entretanto, os Hammers deram um sinal de evolução ao perderem para o Manchester City apenas nos minutos finais, depois de muito sofrimento dos líderes. Já neste sábado, depois de oito rodadas, os londrinos voltaram a vencer. Dentro do Estádio Olímpico, surpreenderam o Chelsea, batendo a equipe de Antonio Conte por 1 a 0.

No papel, o West Ham pode ser muito melhor do que vinha exibindo nos últimos meses. Há jogadores qualificados à disposição. E, assim como já tinha sido contra o City, os Hammers balançaram as redes no primeiro tempo, antes de segurarem a pressão. Em uma boa trama coletiva, Marko Arnautovic cortou a marcação e abriu a contagem aos seis minutos, para o delírio da torcida da casa. O Chelsea tinha um prejuízo a recobrar, mas desta vez suas principais armas não funcionaram. Contra a solidez defensiva dos comandados de David Moyes, a posse de bola foi infrutífera e nem mesmo Eden Hazard conseguiu desequilibrar para os Blues.

O Chelsea, de fato, martelou bastante. Mas teve dificuldades para criar chances claras diante da forte marcação do West Ham. N’Golo Kanté foi um dos poucos a se salvar pela participatividade, mas não adiantou muito. Já do outro lado, prevalecia a figura do goleiro Adrián. Alçado à titularidade contra o City, diante da cláusula que impedia Joe Hart enfrentar o clube ao qual pertence, o espanhol fez boas defesas e foi mantido na posição, desta vez com o inglês esquentando o banco. Quando exigido no primeiro tempo, o camisa 1 fez bem o seu trabalho. Já na segunda etapa, pesou a falta de pontaria dos Blues, por mais que Álvaro Morata insistisse. Mesmo as entradas de Pedro, Willian e Victor Moses não surtiram o efeito esperado.

Neste sábado, além da capacidade defensiva, algo notável para o time que mais sofreu gols na Premier League, o West Ham também evidenciou o potencial de alguns de seus principais jogadores. Michail Antonio e Arnautovic funcionaram bem na linha de frente, especialmente o austríaco, que poderia ter feito mais estragos. Já na ala esquerda, Arthur Masuaku mereceu os aplausos pelo carnaval que aprontou. Se conseguir demonstrar a mesma consistência nos jogos que vão exigir uma presença ofensiva maior dos Hammers, contra equipes do meio para baixo da tabela, David Moyes poderá refazer o seu nome depois de trabalhos ruins – sobretudo no Sunderland.

Os três pontos não tiram o West Ham da zona de rebaixamento, com os mesmos 13 pontos do West Brom, mas larga desvantagem no saldo de gols. Ainda assim, injetam bastante ânimo nos londrinos, diante daquilo que podem recuperar na sequência do campeonato. Pior para o Chelsea, que estaciona nos 32 pontos e deixa de aproveitar os acontecimentos do Dérbi de Manchester neste domingo. Os Blues ainda podem cair para a quarta colocação, ultrapassados pelo Liverpool, caso os Reds vençam o clássico contra o Everton.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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