Após contratar 22 jogadores, Nottingham Forest demite seus chefes de contratação de jogadores
O chefe de recrutamento, George Syrianos, e o líder dos olheiros, Andy Scott, perderam seus empregos após o começo ruim de temporada do bicampeão europeu
Os dois principais responsáveis pelas contratações do Nottingham Forest foram demitidos nesta terça-feira, pouco mais de um mês depois de fecharem uma janela de transferências vultuosa na qual trouxeram 22 jogadores por £ 150 milhões. O bicampeão europeu até abriu um inquérito interno para revisar a estratégia utilizada e concluiu que deveria mandar embora o chefe de recrutamento, George Syrianos, e o líder dos olheiros, Andy Scott, segundo o Telegraph e o Guardian.
As demissões chegam no momento em que o Forest está quebrando a cabeça para entender por que começou tão mal a temporada, mesmo com tantos investimentos – uma dica: 22 (!) novos jogadores. Somou apenas cinco pontos após nove rodadas da Premier League e encerrou uma sequência de cinco derrotas consecutivas com um empate com o Aston Villa na última segunda-feira.
O emprego do técnico Steve Cooper estava sob risco, mas o Forest decidiu que a culpa não era do comandante que conseguiu o acesso à Premier League 23 anos depois do rebaixamento em 1999. Embora a imprensa tenha sido munida de possíveis candidatos, como Rafa Benítez, Cooper renovou contrato até 2025. Outra medida importante foi a contratação de Filippo Giraldi, ex-Watford, para ser diretor esportivo.
Cerca de uma semana depois da chegada de Giraldi, os dois dirigentes que no fim das contas respondem pelas contratações – embora o dono Evangelos Marinakis e seu filho Miltiadis tenham se envolvido bastante – foram demitidos. Syrianos havia chegado do Stuttgart no começo da temporada passada. Scott, com passagem por Watford, Brentford e Swansea, fora contratado em janeiro.
O Forest realmente precisava de novos jogadores porque muitos dos principais que ajudaram com o acesso estavam emprestados. Outros foram dispensados ao fim dos seus contratos, mas também houve um momento em que pareceu que estava se empolgando um pouquinho.
O maior investimento foi o jovem Morgan Gibbs-White, do Wolverhampton, por cerca de £ 25 milhões, um dos poucos reforços que não tem decepcionado até agora. Outros nomes importantes foram Jesse Lingard e Dean Henderson, do Manchester United, Renan Lodi, do Atlético de Madrid, e figurinhas carimbadas da Premier League, como Wayne Hennessey, Cheikhou Kouyaté.
Contratado para aplicar uma abordagem mais conduzida por estatísticas, Syrianos aproveitou seu conhecimento da Bundesliga para trazer jogadores interessantes, como Oriel Mangala, Taiwo Awoniyi, Moussa Niakhaté e Omar Richards, que atuavam na Alemanha. Mas independente da qualidade das contratações, tantos novos jogadores sempre geram um desafio enorme para o treinador, que tem que montar um time praticamente do zero.



