Premier League

A sequência até ficou em risco, mas de repente o City goleou e chegou a 21 vitórias consecutivas

A história do jogo é um pouco estranha. O Manchester City dominou completamente. Teve a posse, criou chances, sofreu pouco na defesa. Mas havia feito apenas um gol quando levou o empate em uma jogada de bola parada do Wolverhampton e a igualdade perdurou até os 35 minutos do segundo tempo. Gabriel Jesus fez 2 a 1 e, no fim, o City até goleou: 4 a 1.

O placar reflete o que aconteceu na partida. Nem tanto a sensação de que a sequência de vitórias consecutivas talvez estivesse chegando ao fim. Não por uma queda de rendimento, o City continua arrasador, mas porque 21 jogos são um universo muito grande de futebol e às vezes a bola não entra. Não foi dessa vez. Os homens de Pep Guardiola ganharam 63 pontos nos últimos 63 em disputa por todas as competições e igualaram a a maior sequência de invencibilidade do clube, atualmente em 28 partidas.

O City abriu 15 pontos na liderança da Premier League, a 11 rodadas do fim. O Manchester United tem um jogo a menos, enfrenta o Crystal Palace nesta quarta-feira, mas pode conquistar no máximo 36. Isso dá uma margem de manobra muito grande para o líder nas partidas finais do Campeonato Inglês. A possibilidade de se concentrar para transferir esse rendimento para as outras competições.

Logo aos dois minutos, Cancelo acionou Sterling, e Rui Patrício precisou fazer uma grande defesa para evitar que o placar fosse aberto tão precocemente. O que ele poderia fazer no lance do gol? Pouca coisa. Rodri deu um lançamento maravilhoso para Mahrez, que cruzou rasteiro à segunda trave, em busca de Sterling. Leander Dendoncker marcou contra ao tentar o corte. Laporte chegou a ampliar ainda no primeiro tempo, mas teve o seu tento anulado por centímetros de impedimento.

O segundo tempo foi um pouco mais animado. Patrício trabalhou bem novamente para impedir o gol de Mahrez, e o Wolverhampton conseguiu empatar. João Moutinho cobrou falta da direita, aos 15 minutos do segundo tempo, e Conor Coady se jogou para cabecear no canto. Jesus quase respondeu imediatamente. Recebeu pela direita, mas, sem muito ângulo bateu aberto demais.

Não era o dia de Dendoncker. Não teve culpa (nem no gol contra, na verdade). Teve azar. Mahrez deu um passe em profundidade para acionar Walker na ponta direita. O cruzamento para a boca do gol, novamente procurando Sterling, bateu no calcanhar do volante belga e sobrou limpinha para Jesus completar.

E, de repente, a vitória virou goleada. Agora, cortesia de Owen Otasowie havia acabado de entrar no lugar de Rúben Neves quando tentou sair jogando com drible pela esquerda da grande área. Erro crasso. Até com certa facilidade, Rodri fez o desarme, rolou para Gündogan, que tocou para Sterling. O inglês, de novo, não conseguiu finalizar, mas a dividida sobrou para Mahrez. No canto: 3 a 1.

Nos acréscimos, Gündogan soltou um foguete no canto de Patrício, que fez uma bela defesa. O rebote, porém, ficou livre para Jesus chegar batendo e fazer 4 a 1.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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