Premier League

A pintura de Antonio baqueou o City, que teve outra atuação insuficiente, sem ir além do empate contra o West Ham

O West Ham realizou um mercado de transferências apagado nesta temporada e não era dos clubes que mais chamavam atenção antes da Premier League começar. Entretanto, o trabalho de David Moyes ganha consistência e os Hammers, apesar da tabela difícil, surpreendem neste início de campeonato. Nesta sábado, dentro do Estádio Olímpico, os londrinos deixaram o Manchester City em maus lençóis. Os anfitriões abriram o placar e colocaram pressão, diante da péssima apresentação da equipe de Pep Guardiola. Os Citizens até se recuperaram durante o segundo tempo, mas nada suficiente para irem além do empate por 1 a 1.

Durante os primeiros minutos, o Manchester City até começou jogando no campo de ataque, mas fazia pouco para romper a defesa do West Ham. A equipe não se encaixava, sem incomodar tanto a firme defesa dos Hammers. E o time da casa não precisou esperar muito por seu primeiro gol. Aos 18, Vladimir Coufal cruzou de primeira e Michail Antonio emendou uma acrobática meia-bicicleta, para anotar um golaço. Ainda houve reclamação por um toque de mão na construção, mas nada assinalado pela arbitragem. Os Citizens precisavam correr atrás do prejuízo, e não indicavam tanto acerto para isso.

Antonio poderia ter feito o segundo na sequência, mas desta vez Ederson conseguiu parar o adversário. Quando Riyad Mahrez tentou responder, não pegou tão bem na bola. A impressão era de um Manchester City insuficiente, como cada vez mais frequente nos últimos meses, sem exercer a pressão esperada para conquistar a vitória. Apesar da posse de bola, Lukasz Fabianski nem trabalhou. Por isso mesmo, Pep Guardiola voltou do intervalo mudando a formação tática da equipe, além de apostar na entrada de Phil Foden no lugar de Sergio Agüero.

O Manchester City foi bem mais agressivo no reinício da partida e arrancou o empate aos seis, justamente com Foden. João Cancelo avançou pela esquerda e passou ao garoto, com espaço para dominar e bater no canto. O segundo tempo continuaria jogado no campo do West Ham, que resistia à pressão e tentava travar as tentativas do City. Fabián Balbuena fazia ótima apresentação na zaga. Cancelo e Kyle Walker tentaram de fora da área. Do outro lado, havia dificuldades de encaixar os contragolpes, com Andriy Yarmolenko errando por pouco um tiro de média distância.

Guardiola aumentou a capacidade de criação com a entrada de Kevin de Bruyne na vaga de Bernardo Silva. Nos minutos finais, apesar do maior volume do City, o jogo ficaria mais aberto pelos contragolpes do West Ham. De qualquer maneira, Fabianski teria mais trabalho, parando uma falta cobrada por De Bruyne e salvando a virada quando Raheem Sterling partia livre em velocidade dentro da área. Já no último lance, o goleiro de novo precisou evitar o tento dos adversários, em avanço de Riyad Mahrez na linha de fundo, que ainda rendeu uma bola na trave.

Mesmo em casa, foi um bom resultado ao West Ham. A equipe aproveitou o mau começo do City e resistiu à pressão pela virada. Os londrinos somam oito pontos, na décima colocação, com quatro jogos de invencibilidade. Já o Manchester City aparece logo abaixo, com oito pontos e um jogo a menos, mas saldo inferior. Os celestes só ganharam um de seus últimos quatro compromissos pela Premier League, longe do que se espera do clube.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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