Premier League

A crise é profunda: Liverpool perde a sexta seguida em casa e se distancia ainda mais de vaga na Champions

Sem conseguir defender bem, atacando pior ainda, não é surpresa que o Liverpool tenha, neste domingo, sido derrotado pela sexta vez em sete rodadas da Premier League. A crise do atual campeão inglês aprofunda-se a cada rodada, sob o risco real de ficar fora da próxima Champions League. O Fulham não apenas saiu de Anfield com uma vitória importante na sua luta contra o rebaixamento, por 1 a 0, como a mereceu plenamente.

Klopp promoveu sete mudanças no time titular do Liverpool, dias antes de decidir sua vida nas oitavas de final da Champions League contra o RB Leipzig na próxima quarta-feira. Duas, Ozan Kabak e Roberto Firmino, foram por problemas físicos, segundo o treinador. As outras “faziam sentido”. A linha de defesa foi quase inteira formada por garotos, com Neco Williams na lateral direita, Nat Philips e Rhys Williams na zaga e Robertson fechando a esquerda. James Milner, Naby Keita e Wijnaldum formaram o meio-campo, com Shaqiri, Salah e Diogo Jota, de volta ao time titular, liderando o ataque.

O Fulham, agora com sua terceira vitória em sete rodadas, foi o melhor time do primeiro tempo, e o gol que encontrou nos minutos finais até demorou para sair e poderia não ter sido o único. Ademola Lookman, Josh Maja e Ivan Cavaleiro exploraram as fragilidades defensivas do atual campeão inglês, entrando pelos lados, aparecendo nas costas da zaga e criando oito finalizações antes do intervalo. Com um pouco mais de capricho na finalização, os londrinos poderiam ter aberto o placar mais cedo.

Aconteceu apenas aos 45 minutos do primeiro tempo. A defesa do Liverpool afastou, Salah dominou na entrada da área defensiva, de costas, mas vacilou. Mario Lemina bateu sua carteira e acertou um preciso chute rasteiro e cruzado para mandar os donos da casa de cabeça inchada para os vestiários.

Apesar das dificuldades, Klopp não voltou do intervalo com mudanças no time, mas teve uma ótima oportunidade com Diogo Jota, aos três minutos, muito bem defendida por Areola. Houve uma melhora visível no Liverpool, menos vulnerável aos contra-ataques e pelo menos conseguindo pressionar o adversário. Mas sempre na base do abafa, tentando cruzar excessivamente e apostando em escanteios.

O nível de confiança anda tão baixo que, quando as chances apareciam (muito mais do que eram criadas), ninguém parecia pronto para finalizá-las. Até a bola na trave de Mané, um dos jogadores que Klopp tirou do banco de reservas para tentar mudar o panorama, foi meio sem querer. O treinador também colocou em campo Alexander-Arnold, em mais uma partida muito apagada, e promoveu o retorno de Fabinho ao meio-campo, um pouco tarde demais para ter efeito prático no jogo.

O desespero era visível nos minutos finais, tentando de qualquer jeito arrancar o empate para evitar a sexta derrota seguida em Anfield. O único gol marcado nessa sequência – que, com empates, estende-se a oito jogos sem vitória – foi na goleada sofrida para o Manchester City. É o único time entre os nove primeiros com 28 rodadas disputadas, em sétimo lugar, com 43 pontos. Pode ser ver a até nove pontos de distância do quarto lugar quando todos estiverem com o mesmo número de jogos. A crise é real e profunda.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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