Premier League

A baixa adesão à vacinação entre os jogadores preocupa na Premier League – de 30% a 35% estariam totalmente imunizados

Segundo apuração do Daily Mail, dois elencos da Premier League não passam dos seis vacinados

O Reino Unido foi um dos primeiros países do mundo a acelerar a vacinação de sua população durante a pandemia, mas ainda assim a Premier League teme que a temporada poderá ser atrapalhada por surtos de COVID-19 nas equipes. Muitos jogadores resistem em tomar a vacina. Segundo dados do Daily Mail, pelo menos dois clubes da primeira divisão inglesa não têm mais que seis atletas imunizados em seu elenco. O total de jogadores vacinados com as doses completas na Premier League giraria ao redor de 30% a 35%.

Conforme a reportagem do Daily Mail, a taxa de adesão à vacinação na Premier League é inferior à registrada na Football League – que compreende a segunda, a terceira e a quarta divisão do Campeonato Inglês. Nestes níveis, 70% dos jogadores estão totalmente imunizados, o dobro do notado na elite. Boa parte dos clubes da primeira divisão veem suas campanhas internas de imunização travadas pela desconfiança.

Apenas três times da Premier League tiveram sucesso na conscientização de seus atletas quanto às vacinas: Brentford, Leeds United e Wolverhampton. Os três elencos possuem de 89% a 100% de seus jogadores totalmente imunizados. Todavia, em geral, a maioria dos clubes está distante deste percentual. Os plantéis com maior número de vacinados são os de clubes que disputam as competições continentais nesta temporada. Com o excesso de viagens a outros países, houve uma aceitação maior quanto às vacinas nestas equipes.

Outro ponto que pode incentivar a imunização é a próxima Data Fifa. A liberação dos jogadores pertencentes aos clubes ingleses deverá estar diretamente atrelada à vacinação, para que eles possam viajar aos seus países e voltar ao Reino Unido sem passar pela quarentena completa. Todavia, tal situação não deve se aplicar aos atletas que defendem outras seleções europeias, já que a lista vermelha do governo britânico é composta basicamente por países de outros continentes.

A preocupação interna na Premier League é de que a baixa taxa de imunização permita surtos de COVID-19 dentro dos próprios elencos durante os próximos meses, especialmente com a abertura maior em relação aos protocolos sanitários. Os meses de inverno também representam outro obstáculo, já que podem deixar os atletas mais suscetíveis.

Questionada pela reportagem, a Premier League garante que o número de jogadores totalmente imunizados é superior a 35%. Além disso, a entidade aponta que uma boa parcela dos atletas restantes tomou pelo menos a primeira dose, o que deve melhorar o cenário durante as próximas semanas.

Contudo, o Daily Mail ainda aponta que muitos jogadores da Premier League se recusaram a participar de uma campanha publicitária para incentivar outros colegas de profissão a se vacinarem. Além do tabu entre os atletas, outra questão é a repercussão junto ao público antivax. Em agosto, o técnico Gareth Southgate revelou que recebeu mais ataques em suas redes sociais por participar da campanha de vacinação britânica do que pela derrota na final da Eurocopa com a Inglaterra.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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