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Premier League terá teto salarial e limite de déficit

Os clubes da Premier League passarão por um controle mais rigoroso de suas finanças a partir da próxima temporada. Em reunião realizada nesta quarta-feira, representantes dos times da primeira divisão inglesa votaram pela criação de limites nas folhas salariais e nos déficits financeiros. As equipes que não cumprirem as regras podem perder pontos na competição.

O novo acordo pelo direito de transmissão da EPL, avaliado em £ 5,5 bilhões, gerou temores de inflação nos salários e acelerou a implantação dos limites.  Dos 20 clubes da primeira divisão, 13 foram favoráveis às mudanças, liderados por Arsenal, Liverpool, Man United e Tottenham. Seis clubes foram contrários: Man City, Aston Villa, Fulham, West Bromwich, Swansea e Southampton – um voto a mais barraria as alterações. Já o Reading se absteve.

A nova regra determina que os clubes com folhas salariais superiores a £ 52 milhões por ano aumentem seus gastos em, no máximo, £ 4 milhões por temporada – porém, lucros maiores em acordos comerciais ou bilheterias podem elevar estes limites. Atualmente, apenas sete equipes estão abaixo deste valor. Por exemplo, para fechar com um jogador com ganhos similares ao de Lukas Podolski (£ 5,2 milhões por ano), o Arsenal teria que reduzir sua salarial.

Além disso, os times não podem registrar perdas financeiras superiores a £ 105 milhões durante três anos – investimentos em categorias de base e em infraestrutura serão descontados deste valor. Dos 20 clubes da Premier League, apenas Manchester City, Chelsea e Liverpool registraram déficits superiores nas últimas três temporadas.

“Como todas as regras em nossos livros, eles estarão sujeitos a uma comissão disciplinar. Os clubes entendem que, se as pessoas passarem o limite, iremos deduzir pontos. Normalmente, ficamos em silêncio, mas pediremos à comissão para considerar sanções se violarem os termos”, declarou Richard Scudamore, chefe-executivo da Premier League.

O dirigente afirmou que as regras não restringirão totalmente os investimentos nos times: “O equilíbrio que nós tentamos atingir é o de que um novo proprietário possa continuar investindo uma quantia considerável de dinheiro para alavancar o clube, mas que não torre centenas de milhões em um curto período”.

Na próxima temporada, a Uefa também começará a aplicar o Fair Play Financeiro sobre os clubes que participarem das competições continentais. Mais rígidas, as regras da entidade continental não permitem perdas superiores a € 45 milhões durante um período de três anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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