Pela primeira vez desde a criação da janela de inverno, Premier League fecha janela no lucro
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Como de costume, os clubes da Premier League despejaram milhões de libras no mercado de transferências. Podem não ter acontecido muitas contratações bombásticas, mas boa parte das diretorias gastaram. Não à toa, bateram a segunda maior marca da história em uma janela de inverno, desembolsando £218 milhões – apenas £5 milhões a menos que em 2010/11, no famoso janeiro em que Fernando Torres trocou o Liverpool pelo Chelsea. No entanto, algo raríssimo nas últimas décadas, o balanço final do mercado foi positivo. Os 20 times da primeira divisão embolsaram £230 milhões. Uma margem de lucro inédita no futebol inglês desde 2002/03, segundo dados do site Transfermarkt, quando foi criada a janela de transferências em janeiro – houve lucro em 1996/97, mas em tempos nos quais o sistema era diferente, com os negócios podendo se estender até 31 de março.
Olhando para os maiores negócios nos últimos 31 dias, é fácil de entender o que aconteceu. Dos quatro maiores, três correspondem a jogadores que deixaram a Inglaterra. Somadas, as vendas de Oscar, Dimitri Payet e Odion Ighalo reverteram £96 milhões aos caixas ingleses. E, embora o francês não tenha ido para o Extremo Oriente, a fortuna empregada pela China nos outros dois jogadores representa um novo horizonte ao mercado de transferências. Fizeram os valores penderem para um lado diferente do que o de costume, mesmo com o dinheiro da televisão jorrando nos cofres dos clubes.
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Exceção feita a Gabriel Jesus, nenhuma contratação feita pela Premier League superou os £20 milhões. Morgan Schneiderlin é o único que se aproxima desta marca, enquanto todos os outros aparecem abaixo dos £15 milhões. Afinal, o perfil desta janela foi bem específico. Enquanto a maioria dos clubes da primeira divisão se reforçou pontualmente, o desespero bateu mesmo em quem está na parte inferior da tabela. Dois terços do total dos gastos, £145 milhões, foram feitos apenas pelos 10 times que estão na metade inferior da tabela. E cerca de metade do montante total corresponde apenas ao investimento dos últimos seis colocados.
Atualmente na zona de rebaixamento, o Crystal Palace liderou a gastança. Os londrinos investiram £37 milhões em reforços apenas em janeiro. A lista de novidades inclui o volante Luka Milivojevic, o zagueiro Mamadou Sakho e os laterais Jeffrey Schlupp e Patrick van Aanholt. Já em quantidade, ninguém supera o Hull City, que sofreu com problemas financeiros durante o verão e agora fechou com oito novos nomes. Dentre esses, destaques para Kamil Grosicki, Andrea Ranocchia e Lazar Markovic.
Já na outra ponta da tabela, prevaleceu o planejamento. Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United e Tottenham não fizeram uma contratação sequer. E, tirando os Gunners, todos eles venderam, terminando com margem de lucro. A exceção entre aqueles que brigam por uma vaga na Liga dos Campeões foi mesmo o Manchester City, com Gabriel Jesus. De qualquer maneira, os débitos foram compensados com a venda compulsória de Stevan Jovetic à Internazionale e ao repasse em definitivo de Gerónimo Rulli à Real Sociedad. Nem mesmo a disputa parelha que se assiste pelas primeiras posições alavancou qualquer diretoria à loucura.
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