Futebol inglês

Onde joga Enzo Fernández? As três opções de Maresca no Manchester City

Meio-campo dos Citizens foi completamente reformulado na janela de transferências

Enzo Fernández chega ao Manchester City para assumir um papel importante em um meio-campo completamente remodelado. A principal dúvida é em qual zona Enzo Maresca pretende aproveitar melhor o argentino.

Contratado do Chelsea por 125 milhões de libras, Enzo Fernández chega ao Manchester City como uma das peças centrais da nova construção de meio-campo. O argentino reencontra um treinador com quem já trabalhou em Londres e passa a dividir espaço com nomes como Elliot Anderson, Ayyoub Bouaddi, Mateo Kovacic, Nico O’Reilly, Rayan Cherki, Phil Foden, Matheus Nunes e Rico Lewis.

Enzo Fernandez Manchester City esquema tático 1 (Trivela)

Enzo Fernández como organizador recuado no 4-2-3-1 do City

A primeira possibilidade é utilizar o argentino em uma função mais baixa no campo, formando uma dupla de volantes. Enzo já desempenhou esse papel no Benfica e no Chelsea e tem características adequadas para organizar a saída de bola, controlar o ritmo e encontrar passes progressivos por dentro.

Nesse cenário, poderia atuar ao lado de Anderson, Bouaddi, Kovacic ou O’Reilly. A função exigiria maior disciplina posicional, já que Enzo precisaria proteger melhor as costas do time e avançaria menos em direção à área adversária.

A vantagem para o City estaria no controle. Com o argentino começando as jogadas de uma zona mais recuada, Maresca ganharia um jogador capaz de conectar defesa e ataque sem depender apenas dos meias mais ofensivos.

Enzo Fernandez Manchester City esquema tático 1
Enzo Fernandez Manchester City esquema tático 1

Enzo Fernández como camisa 8 no 4-3-3

O segundo cenário talvez seja aquele que melhor aproveite a variedade de recursos do argentino. Como um dos dois meias de um 4-3-3, Enzo poderia participar da construção e, ao mesmo tempo, ter liberdade para avançar e aparecer em zonas de criação.

Com Anderson ou Bouaddi atuando mais atrás, ele poderia dividir o meio com Foden ou Cherki, alternando entre apoio à saída de bola, pressão após a perda da posse e chegadas mais próximas da área.

Esse papel também permitiria explorar melhor sua capacidade de percorrer diferentes setores do campo. A exigência defensiva continuaria alta, principalmente se Maresca optasse por escalar ao seu lado um jogador menos presente na recomposição, como Rayan Cherki, que oferece ao City um perfil mais agressivo entre linhase perto da área.

Enzo Fernandez Manchester City esquema tático 3
Enzo Fernandez Manchester City esquema tático 3

Enzo Fernández como meia mais adiantado atrás de Haaland

A terceira opção é posicionar Enzo diretamente atrás de Erling Haaland em um 4-2-3-1. Na reta final de sua passagem pelo Chelsea, o argentino passou a aparecer com maior frequência em zonas ofensivas e marcou 15 gols em todas as competições na última temporada.

Mais perto da área, sua função mudaria. Em vez de controlar a construção desde trás, Enzo poderia atacar os espaços criados pelos pontas, chegar para finalizar e buscar passes entre os defensores para Haaland.

Esse cenário, porém, apresenta a concorrência mais forte. Foden e Cherki também podem atuar nessas zonas, o que pode transformar Enzo em uma alternativa para jogos específicos ou levar Maresca a testar estruturas com dois meias ofensivos. A versatilidade do novo meio-campo do City amplia justamente esse número de combinações.

A versatilidade é justamente o que amplia as possibilidades do argentino no novo City. Enzo pode começar a jogada, acelerar como camisa 8 ou atuar perto do gol. A escolha de Maresca dependerá menos de uma posição fixa e mais do tipo de equilíbrio que o treinador quiser construir em cada partida.

Foto de Beneddra Naim

Beneddra NaimColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo