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O mago está de volta: Coutinho reencontra o seu protagonismo na classificação do Liverpool

Coutinho tem a missão de ser o líder técnico do Liverpool de Jürgen Klopp. É o mais habilidoso e o mais criativo. O principal amador. Desde que voltou de lesão, no começo de fevereiro, caminhava a passos curtos em direção da boa forma, com brilhos esporádicos, mas longe do que pode fazer. Até esta quinta-feira, quando comandou o empate por 1 a 1 com o Manchester United, no jogo da classificação dos Reds às quartas de final da Liga Europa.

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Em casa, o United pressionou, como se esperava que faria, e criou chances para construir o placar que precisava, mas sem o volume que era necessário. Foram apenas três chutes certos ao gol em 90 minutos, um número baixo e constante para a equipe de Van Gaal. O maior campeão inglês abriu o placar com Martial, em pênalti de Clyne que ele mesmo sofreu, e exigiu uma grande defesa de Mignolet, em cabeçada de Lingaard. Criou mais umas duas chances antes da primeira meia hora, e outra excelente, com Rojo chutando para fora de dentro da pequena área, dois minutos antes do fim da etapa.

Mais um gol dos donos da casa levaria o jogo para a prorrogação, mas o Liverpool, com excesso de partidas desde dezembro, queria muito evitar isso. A primeira resposta veio pouco antes do gol de Martial, com um chute de Coutinho, da entrada da área, que De Gea defendeu com maestria. Sturridge acertou o travessão em uma cobrança de falta lateral, e o brasileiro deu um passe brilhante para Henderson entrar na área e perder uma chance clara, chutando muito alto.

Quando o cronômetro apontou 45 minutos, Coutinho resolveu. Avançou pela ponta esquerda e partiu para cima do lateral direito Guillermo Varela. Passou por ele sem nenhum problema e seguiu em direção a De Gea, aproximando-se da linha de fundo. Da lateral da pequena área, tocou por cobertura, por cima do goleiro espanhol, e anotou um belo gol, que obrigava o Manchester United a fazer mais três para se classificar.

O Manchester United continuou pressionando no segundo tempo, mas ciente do tamanho do desafio que tinha pela frente. O Liverpool buscou os contra-ataques, e Coutinho nos presenteou com um dos melhores lances da partida, uma arrancada desde o meio-campo, ziguezagueando entre os marcadores, antes de soltar para Sturridge, pela direita. O chute do inglês, com o pé direito, que não é o bom, saiu torto.

O brasileiro levou perigo mais duas vezes. Uma delas fez De Gea trabalhar bem mais uma vez e a outra saiu de um passe de calcanhar de Emre Can, um dos melhores em campo. O meia alemão deu oito desarmes, quatro interceptações e a assistência para o gol de Coutinho.

Melhor durante boa parte dos 180 minutos do confronto, o Liverpool segue em frente na Liga Europa, uma chance de título importante (principalmente pelo terreno da competição, que ainda tem Villarreal, Athletic Bilbao, Shakhtar Donetsk, Sevilla e o Borussia Dortmund) e também de se classificar para a próxima Champions League, já que a vaga pela Premier League está difícil de ser conquistada. Para continuar rumo ao St. Jakob-Park, onde será realizada a decisão da Liga Europa, Coutinho precisa manter-se afiado e protagonista.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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