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O Everton finalmente fez a partida pela qual esperamos desde o início da temporada

O quinto lugar na Premier League 2013/14 colocou o Everton no grupo de times a se observar para esta temporada do Campeonato Inglês. No entanto, o péssimo início e a falta de reação rodada após rodada tornaram a equipe uma grande frustração. A resposta a essa desilusão começou a vir apenas recentemente, e a vitória por 3 a 0 sobre o Manchester United, neste domingo, no Goodison Park, foi o ápice desse bom período. A partida pela qual todos esperamos desde agosto do ano passado. Uma pena para o torneio que tenha vindo tão tarde.

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Roberto Martínez chegou ao Everton na temporada passada e, com o grupo que tinha em mãos, fez uma campanha impressionante, levando o clube ao quinto lugar da Premier League 2013/14 e tendo como grande destaque individual Lukaku, emprestado pelo Chelsea. A confiança em uma sequência boa de trabalho era enorme, e os Toffees até quebraram seu recorde de contratação mais cara, assinando em definitivo com o atacante belga. Poucas rodadas depois do início do atual Campeonato Inglês, a desilusão já era completa.

Ao final da 28ª rodada, o Everton havia vencido apenas cinco de seus confrontos. Parte do motivo pelo qual Martínez aguentou firme a pressão por resultados foi o fato de que a equipe ia avançando na Liga Europa. Mas isso também desabou após a eliminação para o Dynamo Kiev, no mês passado, com a derrota por 5 a 2. Forçado a entregar resultados na competição nacional, até mesmo para seguir no Goodison Park na próxima temporada, o espanhol conseguiu reverter a fase. Da 29ª rodada para cá, são seis jogos disputados, com cinco vitórias em um empate.

O Everton, hoje, joga aquilo que se espera dele. Não tem um elenco espetacular para brigar por título ou vaga direta na Champions League, mas um time com Howard no gol, um quarteto defensivo com Coleman, Jagielka, Stones e Baines, um meio-campo sólido e um ataque liderado por alguém como Lukaku merece mais do que uma posição intermediária na tabela. Todos esses setores fizeram bem seu papel neste domingo.

Gol de McCarthy que abriu o placar:

Contra um time da força do United, que vivia a fase mais consistente desde a chegada de Van Gaal, a estratégia precisava ser de segurança e contundência, e a ótima defesa, o meio-campo de qualidade e o ataque veloz garantiram isso. Fechando-se em seu campo, os Toffees deram a posse de bola para os Red Devils, mas não deixaram que os adversários fizessem nada com ela. Quando tinha a bola, partiam rapidamente para o contra-ataque, e foi assim que surgiu o primeiro gol, de McCarthy. O Everton pegou a defesa do United desprevenida. Antes que ela pudesse se acertar, a bola já estava na rede. Pelo alto, Stones fez o 2 a 0 antes do intervalo. No segundo tempo, Mirallas deu números finais ao placar.

O resultado expressivo contra uma equipe que briga pela vaga na próxima Champions League era o que faltava para coroar essa reação do Everton. Agora, com quatro rodadas restantes e sem risco de rebaixamento, o time joga tranquilo, Roberto Martínez já não vê seu trabalho ameaçado e, mais importante que tudo isso, a confiança de que aquilo que esperavam para o início da temporada não está completamente perdido. Apenas precisou ser adiado. A lição, no entanto, permanece: é preciso corresponder também na prática, e um campeonato como a Premier League não perdoa a ineficácia.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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