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O atacante de € 58 milhões decide o clássico do dinheiro

Quando Fernando Torres perdeu um gol, dentro da pequena área, com Joe Hart caído e a meta aberta, parecia que o jogo entre Chelsea e Manchester City caminharia para mais um festival de piadas sobre a capacidade impressionante que o espanhol tem de chutar para fora. O atacante de € 58 milhões, porém, não estava com humor para brincadeiras neste domingo, chamou a responsabilidade e foi decisivo na vitória do Chelsea.

Com o arranque de um Porsche, ele pegou a bola no bico da grande área e foi até a linha de fundo. Ninguém conseguiu alcançá-lo, imagine pará-lo. O cruzamento rasteiro foi preciso: rápido demais para Hart e na velocidade certa para o pé de Andre Schürrle empurrar a bola para o gol. Poucos minutos depois, ele próprio quase fez o segundo do Chelsea, mas o chute curvilíneo acertou a trave de Joe Hart.

No fim, o goleirão do Manchester City foi tão irresponsável quanto um aluno que se atrasou para o Enem e se adiantou para interceptar um lançamento. Nastasic não viu, e o seu recuo de cabeça transformou-se em uma ótima assistência para Torres, mais uma vez mostrando uma velocidade impressionante, fazer o gol da vitória.

As redes da Premier League foram balançadas por Torres pela primeira vez na temporada. Aliás, desde o Natal de 2012, este foi apenas o segundo gol do atacante no Campeonato Inglês. José Mourinho não confiou no seu futebol e trouxe Samuel Eto’o para Stamford Bridge, mas o espanhol está mostrando bons sinais para o português. No meio de semana, marcou dois na Liga dos Campeões.

Com o arranque de um Fiat Uno, Torres foi de zero a cem quilômetros em cerca de dois minutos. No clássico dos milionários estrangeiros, Roman Abramovich se deu melhor graças ao jogador mais caro em campo: o atacante de € 58 milhões.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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