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Nedved: Ibrahimovic não sabia finalizar quando chegou à Juventus e aprendeu com Capello

Ibrahimovic tem uma técnica de finalização refinada. De fora da área, com força, com acrobacias, do jeito que for. Mas nem sempre foi assim. O ídolo e atualmente vice-presidente da Juventus, Pavel Nedved, afirmou que, quando o atacante sueco chegou a Turim, em 2004, ele não sabia finalizar direito. Foi necessária muita atenção de Fabio Capello para aprimorar esse fundamento.

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“O que você vê hoje em dia é basicamente por causa de Fabio Capello, que ficava com ele durante meia hora treinando finalizações depois de cada sessão de treinamento”, afirmou o ex-meia tcheco ao iDNES. Segundo Nedved, Ibrahimovic foi o melhor companheiro de equipe que ele já teve. “Ele é um atacante que pode cortar as defesas, tem força e altura assustadoras, assim como excelente técnica”.

Até que o treinamento de Capello funcionou direitinho:

Ibra, assim como Karel Poborsky, companheiro de Nedved na seleção tcheca, realizou o sonho que o ex-jogador da Juventus não conseguiu realizar. “Um arrependimento? Nunca ter jogado no Manchester United. Gostaria de ter feito isso. A transferência para lá nunca esteve em jogo, havia apenas o Chelsea”, contou. “Eu gostava da geração de Scholes e Giggs, que admirava. Fiquei com inveja de Poborsky, que jogou em Manchester e experienciou grandes partidas. Eu sei que ele ainda sente aquele amor”.

Sob a mesma linha de questionamento, Nedved fala que Zanetti foi seu adversário mais difícil. “Ele era da mesma estirpe que eu. Corria muito e era incansável”. Sua maior decepção: “O que poderia ter sido o maior sucesso da minha carreira tornou-se a maior decepção: a derrota para o Milan na final da Champions League de 2003. Por cartões amarelos, não disputei aquela partida e foi a maior decepção da minha carreira”. Seu melhor gol. “Quando eu enfrentei o Ajax, fora de casa, pela Champions League, com a Juventus, em 2004, e vencemos por 1 a 0”, conta. “Eu marquei um gol muito bonito que gosto de relembrar. Eu bato no ângulo com a parte de fora do meu pé”. É verdade, ele fez isso mesmo:

Nedved só vacilou na hora de decidir quem foi seu melhor técnico: “Zdenek Zeman, Dino Zoff, Sven-Göran Eriksson, Fabio Capello, Didier Deschamps, Claudio Ranieri, pode escolher. Não posso dizer apenas um”. Cita também Joe Zaloudka,  da sua carreira de grande jogador do futebol mundial. “Quando fizer algo, faça direito”, aconselha. “Quando joguei futebol, fiz isso ao máximo. Quando me divertia, fiz isso muito bem. Esse lema é valido para qualquer atividade”.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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