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Nasri sentiu as broncas e voltou a ser importante ao City

Não foram poucas as manifestações públicas de Roberto Mancini sobre sua insatisfação com Samir Nasri. O treinador afirmou que o francês parecia acomodado com a evolução de sua carreira, embora tenha potencial para ser um dos melhores da Europa. Depois de grande atuação em goleada sobre o Newcastle, Mancini revelou até mesmo que gostaria de ter dado um soco no jogador, que poderia desequilibrar todos os jogos. E o tratamento de choque sobre o meia do Manchester City tem mostrado resultado positivo.

O crescimento de produção de Nasri em campo é evidente. Além do ótimo papel contra o Newcastle, o meio-campista destoou nos dois últimos jogos decisivos enfrentados pelos Citizens. Depois de servir uma assistência na vitória por 2 a 1 sobre o Manchester United em Old Trafford, o francês anotou o gol que abriu o caminho para o triunfo sobre o Chelsea e a classificação à decisão da Copa da Inglaterra.

Mais que a participação nos tentos, pesou a vontade demonstrada por Nasri em campo, algo não muito costumeiro durante os últimos meses. Considerando os números das três partidas, o meia superou suas médias de passes, de finalizações e de passes por finalização registradas ao longo da temporada. Além disso, demonstrou movimentação intensa entre a lateral e a faixa central do campo, ajudando a abrir espaços nas defesas adversárias.

E o próprio jogador concordou com a mudança de atitude: “Agora estou jogando realmente bem. Estou cheio de confiança. Eu esperava estar bem assim desde o início da temporada, mas uma série de lesões me atrapalhou. Eu tento fazer o meu melhor para o time. Vamos lutar até o final na liga e queremos conquistar a Copa da Inglaterra. Este é o momento certo”.

Entre as principais razões para o declínio sofrido pelo Man City nesta temporada está a queda de produtividade ofensiva. O clube anotou 93 gols na Premier League 2011/12, dono do melhor ataque da competição. Nesta temporada, os Citizens balançaram as redes apenas 57 vezes, com o quinto melhor ataque. Uma variação gigantesca na média, de 2,45 para 1,84. E Nasri, obviamente, tem sua parcela de culpa: entre assistências e gols marcados, participou de 14 tentos do time em 2011/12, caindo para seis nessa temporada.

O desempenho do francês ainda está longe de se equiparar às expectativas criadas quando ele foi revelado pelo Olympique de Marseille ou os € 27,5 milhões pagos ao Arsenal por sua transferência. A melhora recente, ao menos, já serve para que ele deixe o banco de reservas e retome em definitivo seu espaço entre os titulares. No entanto, Nasri precisará demonstrar uma regularidade maior caso não queria ver os xeiques torrarem mais alguns milhões em novos meias e ganhar concorrência para a posição.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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