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Nada de aposentadoria: Wenger continua trabalhando, no Arsenal ou fora dele

A pressão sobre o Arsenal é enorme. O time tomou uma goleada por 5 a 1 do Bayern de Munique na Alemanha, pelas oitavas de final da Champions League, e isso está causando um grande repercussão. O técnico Arsène Wenger, no cargo desde 1996, é criticado por muitos torcedores, que pedem a sua saída. A eliminação na Champions League, que é muito provável, seria a sétima consecutiva nas oitavas de final. Wenger só tem contrato até o fim da temporada, mas ele disse que não pretende se aposentar.

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“No momento, nós temos outras prioridades e meu futuro não é importante, é o Arsenal Football Club, o futuro do nosso time e o que nós podemos alcançar no fim da temporada que é importante”, afirmou o treinador, em coletiva de imprensa. “Não importa o que aconteça, eu vou continuar treinando na próxima temporada – aqui ou em outro lugar. Isso é absolutamente certo”.

“Eu odeio perder jogos e eu quero ter um bom desempenho por este clube. Você não fica em algum lugar por 20 anos, sai de uma derrota como esta e assobia. É difícil assimilar, mas eu tenho força para responder”, continuou Wenger.

Os rumores da sua saída do clube aumentam. Aos 67 anos, Wenger é um dos técnicos mais importantes da história do Arsenal e sua situação no clube é sempre uma polêmica, já que ele trouxe títulos incríveis como os três títulos ingleses, incluindo os Invencíveis em 2003/04. Só que a estagnação do clube diante do crescimento de times como o Chelsea, o Manchester City e até o rival Tottenham aumentam a pressão.

“O que é mais importante é que o clube tome as decisões certas para o futuro. Eu não trabalho aqui por 20 anos para não me importar com este clube, porque eu tive muitas oportunidades de ir para outros lugares”, ele continuou. “Eu me importo com o clube e seu futuro e é muito importante que o clube esteja em mãos seguras, comigo ou com outra pessoa”, explicou Wenger.

“Mesmo que eu saia, o Arsenal não vai ganhar todos os jogos no futuro. Você precisa aceitar isso, por mais que doa perder jogos”, disse Wenger. “Se você olhar para a história do Arsenal, eles tiveram menos jogos na Champions League do que eu tive em todos a minha carreira. Desde então, eles jogaram alguns”, afirmou o treinador.

“Não é como se antes de eu chegar o Arsenal tenha ganhado cinco vezes a Copa da Europa [como era chamada a Champions League antes de 1992]. Eles nunca ganharam, eles jogaram talvez 10 jogos na história toda do clube. Nós temos que colocar isto em perspectiva algumas demandas”, se defendeu o francês.

“À medida que você não ganhe absolutamente tudo, sempre há alguma coisa errada. Você precisa aceitar isso. Por outro lado, nos últimos 20 anos apenas três clubes conseguiram jogar todos os anos a Champions League: Arsenal, Bayern de Munique e Real Madrid. Se nem tudo é perfeito, nem tudo está errado também”.

Wenger mudou a história do Arsenal, que era visto como um time que jogava um futebol feio. O time, de fato, passou a jogar um futebol muito mais atraente, revelando muitos jogadores. Só que o modelo que Wenger se apoiou foi por terra quando chegaram os times multimilionários, como o Chelsea de Roman Abramovich e mais tarde o Manchester City.

A dominância que Arsenal e Manchester United tinham da liga ficou para trás e o time sofre com a seca de títulos da Premier League. A última conquista foi justamente a do título invicto de 2003/04. Depois disso, o time conquistou três vezes a Copa da Inglaterra (2004/05, 2013/14, 2014/15). Será que Wenger emplaca mais uma temporada no comando do Arsenal ou estamos vendo o fim de uma era?

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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