‘Percebi o quão perto estive da morte’: Ex-atacante da Premier League relembra acidente
Atacante voltava de um treino do West Ham quando perdeu controle do carro
Há quase um ano, Michail Antonio retomou a sua carreira no futebol depois de se recuperar de um grave acidente, que quase o fez perder a vida, após o carro que dirigia colidir com uma árvore. Recuperado, o jogador, que atualmente defende o Al-Sailiya, do Cator, anunciou o lançamento de um livro para relatar o que considera um “milagre”.
Na época, em dezembro de 2024, o atacante defendia o West Ham e ficou internado durante quatro semanas em um hospital de Londres. Ao deixar o local, Antonio teve que passar passar seis meses longe dos gramados até estar pronto para o retorno.
Intitulado “Humanos, Não Robôs: Quando o Esporte de Elite e a Vida Real se Encontram” na tradução livre, o jamaicano descreve a sua visão do acidente.
— Os destroços retorcidos de metal e fios me fazem perceber o quão perto estive da morte. Vi as fotos da batida, mas ver o carro destruído ali é muito pior. Me dá náuseas. O pensamento de que talvez eu não estivesse aqui para ver meus filhos crescerem me assombra –, relatou o jogador em trecho divulgado do livro.
Antonio também descreveu o período exato antes do acidente acontecer, mas confessa não recordar o que gerou a perda de controlo do veículo, que resultou no impacto contra a árvore.
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— Cheguei em segurança ao centro de treinamento do West Ham em Rush Green, segui minha rotina e estava voltando para casa por uma estrada arborizada em Theydon Bois, perto de Epping, quando [veio] um branco. Não faço ideia — comentou.
Depois do acidente, Antonio ficou preso em seu carro por quarenta e cinco minutos até conseguirem retirá-lo. Ao relembrar, o atacante conta em seu livro que não sabe exatamente como sobreviveu, mas acredita que um dos fatores foi o tamanho da sua perna.
— Minha perna era forte o suficiente para absorver a maior parte do impacto. Caso contrário, teria quebrado e a artéria teria se rompido. Eu teria morrido de hemorragia em minutos –, escreveu.
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Apesar de não ter certeza sobre todo o ocorrido, o atacante afirma que, tempos depois, começou a ter um sonho recorrente relacionado à tragédia.
— Estou dirigindo quando uma van branca invade minha faixa. Desvio, perco o controle do carro e tudo fica preto. A Ferrari, comigo dentro, saiu da estrada e bateu em uma árvore –, relata.
Apoio fundamental na recuperação
Para Antinio, um dos momentos mais difíceis foi não ter a certeza se conseguiria reencontrar os filhos ou retomar a sua carreira no futebol. Segundo o atacante, sua recuperação foi como receber uma segunda chance.
— Eu não sabia se algum dia voltaria a pisar num campo de futebol. Mas também sabia que, de muitas maneiras, tive muita sorte. Eu poderia ter morrido e nunca mais ver meus filhos — destacou.
O momento sensível vivido por Antinio gerou grande comoção. O jamaicano ressaltou o apoio que recebeu das pessoas que estiveram no local do acidente, especialmente aqueles que tentaram ajudar o atleta de alguma forma.
— É muito reconfortante saber que houve pessoas que ajudaram a salvar minha vida. Não apenas os paramédicos. Havia o passeador de cães que me atendeu primeiro, o homem que chamou a ambulância, outros que pararam na esperança de poder ajudar. Pensar em todas essas pessoas extraordinárias me permitiu ver o lado mais positivo e humano de algo tão terrível — enfatizou, agradecendo.