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Sem ser unanimidade, Giroud reforça sua importância no bom momento do Arsenal

De tempos em tempos, discute-se a contratação de um centroavante para o Arsenal. Um jogador que, além de Alexis Sánchez e Özil, possa vencer jogos para os Gunners a partir de sua capacidade individual. Mas, enquanto ninguém chega, Olivier Giroud permanece como grande referência ofensiva do time de Arsène Wenger. O francês está distante de ser unanimidade, mas muitas críticas que sofre costumam ser exageradas. E, em meio ao turbilhão de opiniões, o camisa 12 caminha rumo a sua temporada mais positiva desde que desembarcou no Emirates, em 2012/13. Neste domingo, Giroud deu sequência à boa fase, abrindo o placar na vitória sobre o Aston Villa por 2 a 0, que garantiu a liderança provisória aos londrinos.

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Contra o lanterna do campeonato, Giroud nem precisou ser tão importante assim no Villa Park. Aproveitou o pênalti assinalado aos oito minutos, dando a vantagem para a sua equipe. E mesmo os Gunners não precisaram se esforçar além do primeiro tempo. A vitória acabou encaminhada em excelente contra-ataque, no qual Özil rolou para Ramsey garantir a tranquilidade aos visitantes. Foi a 13ª assistência do alemão na Premier League, líder entre as cinco grandes ligas europeias, com cinco a mais do que Raffael, o segundo colocado da lista.

Giroud, por sua vez, chamou mais atenção pelos números em si. O centroavante atingiu os cinquenta gols pela Premier League, apenas o sétimos jogador do Arsenal a superar a marca, e o terceiro a consegui-la em menos tempo – atrás dos lendários Ian Wright e Henry. O francês já tinha elevado o seu moral pelo papel decisivo contra o Olympiacos no meio da semana, aparecendo no momento certo para anotar os três tentos da classificação dos londrinos. Mais uma prova da ótima forma, com 15 gols nos últimos 19 jogos pelos Gunners e pela seleção francesa. Somente com o clube, o camisa 12 balançou as redes 14 vezes em 2015/16. Com menos da metade da temporada completa, já atingiu dois terços de seu recorde no Emirates: 21 tentos, em 2013/14.

Giroud não é um craque, mas faz bem o seu papel como centroavante, especialmente pela presença de área e pela capacidade no jogo aéreo. E, em uma equipe bem estruturada, consegue aparecer de maneira decisiva. Diante do excelente momento de Özil, sobretudo, o camisa 12 está bem servido na linha de frente – ainda que, por vezes, falhe em chances claras de marcar. De qualquer maneira, não vem fazendo tanta falta assim. O francês é o artilheiro do terceiro melhor ataque da liga, e quinto na lista geral de goleadores. Nem mesmo Alexis Sánchez, com mais minutos em campo na Premier League, consegue ser tão letal.

Diante da pressão que existe sobre o Arsenal por grandes campanhas, é natural que Giroud volte a receber críticas ao mínimo vacilo. Mas também precisa receber os seus créditos pelo bom momento dos Gunners. É claro, o time teria mais recursos com um nome como Lewandowski ou Benzema na linha de frente. Mas não é isso que torna o camisa 12 descartável, bem longe disso. Se o coletivo ao seu redor ajuda, já serve como um coadjuvante importante no sonho à reconquista do Campeonato Inglês.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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