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Mesmo diante do valente Aston Villa, Manchester City conquista sua terceira Copa da Liga consecutiva

O Manchester City conquistou a sua terceira Copa da Liga consecutiva neste domingo, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Aston Villa em Wembley. A superioridade era evidente antes do jogo e também em alguns momentos da partida, mas o clube de Birmingham passou longe de ser uma presa fácil. Mesmo atrás no placar, manteve o jogo aberto e, no final, pressionou muito os Citizens, ficando perto de arrancar um empate. No final, a vitória foi do favorito, que celebra mais uma taça na Era Guardiola.

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O técnico Pep Guardiola escolheu um time bastante diferente daquele que jogou contra o Real Madrid, no meio da semana, pela Champions League. Dos titulares em Wembley, apenas Kyle Walker e Rodri tinham jogado em Madri. Todos os demais entraram em campo descansados.  O Aston Villa, em situação terrível na Premier League, onde luta contra o rebaixamento, tinha ali uma esperança de título, algo que se tornou raro.

O início do jogo teve uma pressão grande do Aston Villa no campo de ataque. Por isso, nos primeiros minutos, o jogo se concentrou na defesa do City, que precisava sair de um sufoco por ali. Aos poucos, o City foi ganhando terreno e passando a ser mais perigoso, chegando mais ao ataque e colocando seu ataque para trabalhar com a bola.

O primeiro gol saiu aos 20 minutos. Raheem Sterling avançou pela esquerda, tocou para Rodri, que virou para a direita para Phil Foden. Ele tocou de cabeça para o meio e Sergio Agüero finalizou de primeira: 1 a 0.

O jogo continuou mais para o City do que para o Villa, que ainda tentava retomar a atuação no campo de ataque depois do bom início. Aos 20 minutos, Ilkay Gündogan cobrou escanteio da esquerda e Rodri, de cabeça, subiu bem no meio da área e tocou para o fundo da rede: 2 a 0 para o City.

As coisas ficariam muito mais difíceis para os Villans, mas houve uma faísca de esperança ao final da primeira etapa. Um vacilo de John Stones, que tropeçou, perdeu o equilíbrio e caiu. Anwar El Ghazi aproveitou, foi até a linha de fundo na esquerda e cruzou alto para Mbwana Samatta, que cabeceou para a rede: 2 a 1, aos 41 minutos. O Aston Villa conseguiu um gol que recolocou o time no jogo.

No segundo tempo, o Manchester City rapidamente colocou em campo um jogador que tinha brilhado no meio da semana: Kevin De Bruyne, que entrou aos 13 minutos, no lugar de Gündogan. O belga, em poucos minutos em campo, já participou bem do ataque e por duas vezes criou chances. O jogo parecia que ficaria, novamente, no domínio do City.

A torcida do Aston Villa, feliz por ver o time em uma decisão de título depois de tantos anos, fazia barulho em Wembley. E o time, mesmo sendo bastante limitado, tentava o que dava. Com a dificuldade em criar jogadas, confiava em Jack Grealish para tirar um coelho da cartola. O time sabia que dificilmente teria mais do que uma chance para marcar, empatar o jogo e, assim, levar a partida para a prorrogação.

O jogo estava perigoso. Em uma cabeça de Engels, em cobrança de escanteio, Bravo defendeu e a bola foi para a trave. Eram 88 (43’/2T) minutos de jogo. O coração dos torcedores dos dois times estava apertado por motivos diferentes. Os minutos finais foram de sufoco total do Aston Villa. O time não tinha refinamento na criação das jogadas, nem trabalhava as jogadas com passe. Era no abafa, jogando a bola na área e fazendo o jogo ficar sufocante. Tivemos até a cena clássica do desespero, com o goleiro Orjan Nyland indo para a área tentar a cabeçada em um escanteio. Não conseguiu.

O Manchester City conquista, assim, o oitavo título entre os últimos nove disputados na Inglaterra. Um domínio absoluto do Citizens em território nacional. Na Premier League, o título ficará com o Liverpool, mas na Copa da Inglaterra a disputa ainda está aberta e certamente Guardiola tentará a taça. Assim como a Champions League. A taça da Copa da Liga significa que o técnico só não conquistou títulos no seu primeiro ano no clube, 2016/17, quando o Chelsea é que ficou com o título da Premier League.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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