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Mascote do Watford achou um jeito genial de provocar Zaha após tentativa de cavar pênalti

O papel de todo e qualquer mascote é animar o público. O cara que veste uma pelúcia pesada e quente como as normalmente usadas não pode apenas sofrer. Está livre para fazer gozações e tirar sarro de quem quiser. Às vezes, do próprio jogador adversário. Foi o que aconteceu nesta segunda, durante o Boxing Day da Premier League. A zoeira do mascote do Watford em Vicarage Road, no entanto, causou polêmica após o duelo contra o Crystal Palace.

As duas equipes fizeram um dos jogos mais disputados da rodada. Não exatamente pela qualidade vista em campo, mas pela vontade. No final das contas, o empate por 1 a 1 saiu de bom tamanho, embora o Palace tenha perdido um pênalti. E reclamou de outro. Ao avançar em velocidade, Wilfried Zaha invadiu a área e tentou forçar o contato com Miguel Britos, que o marcava. Caiu pedindo a falta, não marcada pelo árbitro Mark Clattenburg, que ainda mostrou a ele o cartão amarelo por simulação. O suficiente para a galhofa de ‘Harry the Hornet’, a vespa que anima a torcida do Watford.

Ao apito final, o mascote foi tirar sarro de Zaha. Chegou na frente do jogador adversário e se jogou no chão, como se também quisesse simular um pênalti. Arrancou gargalhadas de boa parte daqueles que viram a cena, mas, em contrapartida, provocou a fúria do ponta e do técnico Sam Allardyce, em sua primeira partida à frente das Águias. Na coletiva de imprensa posterior, o comandante reclamou da atitude.

“A Premier League e a FA podem olhar para o lance e fazer o que quiserem. Mas o Watford também precisa lidar com a atitude do seu mascote. Isso poderia ter terminado em briga, como sabemos. O mascote estava fora de controle, não é? Se fosse alguém do time dele, não ficaria tão bravo”, declarou. Mas, se fosse alguém do time dele, talvez Big Sam também desse risadas.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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